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Dá uma segunda vida ao teu velho tablet Android no carro

Com a app Open Headunit, um tablet esquecido na gaveta pode transformar-se na “central multimédia” Android Auto do teu carro. Não é perfeito, mas pode poupar-te centenas de euros em equipamento novo.

Dá uma segunda vida ao teu velho tablet Android no carro
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Um tablet Android envelhecido costuma acabar condenado à gaveta ou ao OLX a preço de saldo. Segundo o Engadget, há um destino bem mais interessante: transformar esse tablet na unidade principal de Android Auto do carro, com interface grande, navegação e multimédia controlados diretamente no ecrã.

A peça explica que o truque passa pela app Open Headunit, paga na Play Store mas disponível de forma gratuita no GitHub para quem estiver à vontade com o processo. A aplicação basicamente engana o telemóvel, fazendo-o pensar que o tablet é o sistema de infotainment do carro. O resultado é o Android Auto completo a correr no ecrã do tablet, controlado pelo telefone, em vez de ficares limitado a Bluetooth e meia dúzia de controlos de áudio.

Quem testou a solução para o Engadget sublinha que a app aceita vários tipos de ligação, incluindo USB, Wi‑Fi, Bluetooth e até Android Auto a correr diretamente no tablet, se o hardware for compatível. A parte menos glamorosa é o setup inicial: é preciso experimentar combinações até perceber qual funciona melhor com o teu carro e com o teu telefone, e ainda tratar de ligar o áudio do tablet ao sistema de som do veículo, seja por Bluetooth, cabo auxiliar ou um pequeno hub USB‑C com saída de 3,5 mm.

No teste descrito pelo Engadget, a ligação USB acabou por ser a mais fiável, depois de dar às permissões da app a devida atenção e defini-la como predefinida para ligações USB. A partir daí, ligar o telemóvel ao tablet bastava para abrir o Android Auto e retomar a música, por exemplo no Spotify, usando o tablet como interface principal. O processamento continua todo a cargo do telemóvel, o tablet limita-se a ser o “ecrã do carro”, o que em teoria até abre espaço para dar uso a hardware mais antigo.

Na prática, o jornalista não conseguiu confirmar essa parte: um Nexus 7 de 2013 nem chegou a arrancar em condições e um Galaxy Tab S6 Lite de 2019 teve avarias no ecrã. A lição aqui é simples, e menos mágica do que a ideia inicial: se o tablet já está meio morto, não é esta app que o vai ressuscitar. Mas se tens um modelo de há poucos anos que perdeu fulgor para apps modernas, esta pode ser uma forma sensata de o fixar numa função única. Aliás, encaixa bem com outras reciclagens que já fomos vendo, como usar um Android antigo como painel doméstico de controlo.

Fica o lado prático e o lado chato. Prático: é muito mais barato do que comprar uma nova unidade de carro com Android Auto integrado, especialmente quando muitos fabricantes andam a cortar suporte. Chato: montar um tablet grande no tablier sem criar um chamariz para ladrões, garantir uma solução de alimentação decente e aceitar que isto nunca terá a integração limpa de um sistema nativo. Para quem vive num carro sem Android Auto e tem um tablet decente sem grande uso, o compromisso pode valer bem a pena. Para o resto, continua a ser uma curiosidade engenhosa, mais prova de criatividade dos utilizadores Android do que solução universal.

Fonte: Engadget

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