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Como exprimir mais bateria do Samsung Galaxy Watch Ultra em uma semana

Um jornalista do How-To Geek passou uma semana a cortar gorduras ao Galaxy Watch Ultra até a bateria começar a render. As mudanças que mais ajudaram não são as óbvias, e algumas custam mais em conforto do que em horas de uso.

Como exprimir mais bateria do Samsung Galaxy Watch Ultra em uma semana
Ilustração digital | Pixel Magazine

Se compras um Galaxy Watch Ultra à espera de vários dias de autonomia, a realidade pode bater mais forte do que o marketing. O jornalista do How-To Geek andou uma semana a fazer um “detox” de bateria ao relógio da Samsung e a conclusão é simples: a maior parte do desperdício está em pormenores de ecrã e notificações que a maioria das pessoas nunca toca nas definições.

O primeiro alvo foi o óbvio culpado: o Always On Display. Com um painel Super AMOLED de 1,5 polegadas e brilho de 3.000 nits, manter o mostrador sempre ativo é pedir problemas. Ao desligar o ecrã sempre ligado e ao reduzir os gestos para acordar o relógio, como levantar o pulso ou tocar no ecrã, o consumo em standby caiu de forma visível. Não é uma mudança glamorosa, mas é aqui que se ganha boa parte das horas que antes se evaporavam durante o dia, mesmo sem usares o relógio.

Depois veio o brilho. Segundo o How-To Geek, usar brilho automático ajuda, mas deixado ao padrão de fábrica continua a ser agressivo demais, sobretudo em interiores. Ao baixar manualmente o nível de brilho base e deixar o ajuste automático só para compensar sol direto, o Galaxy Watch Ultra deixou de comportar-se como um mini-projetor de bolso. É um compromisso: perdes aquele golpe de vista perfeito em qualquer ângulo, ganhas horas de autonomia que fazem a diferença numa escapadinha de fim‑de‑semana sem carregador.

Notificações foram outro corte necessário. Entre pings constantes de email, redes sociais e chamadas espelhadas do telemóvel, o motor de vibração está quase sempre a trabalhar. Nas contas do How-To Geek, reduzir o espelho de notificações apenas ao essencial saúde, chamadas importantes e poucas apps críticas cortou bastante o consumo, sem transformar o smartwatch numa pulseira burra. Quem anda a tentar acabar com o buzz permanente no pulso tem aqui boa companhia, sobretudo se já tiver mexido nas definições do telefone para limitar a carga a 80-90% e quiser que o relógio também aguente.

Curiosamente, os modos de poupança de energia profunda da Samsung foram deixados como último recurso. Ativar o modo de poupança máxima estica a bateria, mas sacrifica monitorização contínua, ligação permanente e parte daquilo que justifica comprar um relógio topo de gama. A leitura que fica do relato do How-To Geek é clara: faz mais sentido domar a voracidade do ecrã e da ligação ao telemóvel do que viver permanentemente num modo semi-desligado só para aparecer mais um dia no gráfico de autonomia.

No fim da semana, o Galaxy Watch Ultra aguentava bastante mais, mas não se transformou num velho Honor Band de duas semanas de bateria. A tecnologia avançou, o apetite energético também. A moral da história é menos romântica do que as apresentações em palco: quem quiser mesmo tirar mais horas da bateria de um smartwatch moderno vai ter de aceitar alguns cortes em conforto visual e notificações. E se a ideia de ajustar meia dúzia de definições te parece um trabalho excessivo para um acessório de pulso, talvez o problema não seja só da bateria.

Fonte: How-To Geek

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