Como arrumar a nova vista Coleções do Google Fotos no Android
A app ganhou finalmente um redesenho a sério na aba da biblioteca. Explicamos o que mudou e como usar as opções para limpar anos de álbuns, partilhas e screenshots.
A app ganhou finalmente um redesenho a sério na aba da biblioteca. Explicamos o que mudou e como usar as opções para limpar anos de álbuns, partilhas e screenshots.
A aba Coleções do Google Fotos andava parada no tempo. Enquanto a Google despejava filtros com Moods, estilos Remix e truques com Gemini noutras partes da app, a biblioteca continuava presa ao layout antigo. Isso muda agora com a versão 7.97 do Google Fotos, que traz um redesenho da vista Coleções e, mais importante, controlo sobre o caos de álbuns, partilhas e pastas especiais.
Segundo o Android Police, a atualização começou a chegar ontem por server-side, por isso quem tiver a app em Android já deve ver a nova organização depois de atualizar o Google Fotos. O novo desenho está confirmado em modelos recentes como o Pixel 9 Pro XL e o Galaxy Z Flip 7, mas o essencial é o mesmo: a aba Biblioteca ganha secções mais claras e botões de personalização para deixares à vista só o que interessa.
Na nova vista Coleções, o topo passa a mostrar atalhos grandes para áreas chave, como Álbuns, Catálogo, Pessoas, Locais ou pastas como Screenshots. Cada um destes blocos pode ser ligado, desligado ou trocado de posição. A Google deixa finalmente de decidir sozinha o que aparece primeiro, o que para quem tem anos de backups automáticos e álbuns partilhados é quase uma questão de sanidade mental.
O truque está precisamente nas novas opções de personalização. Ao entrares na aba Biblioteca/Coleções, encontras agora um comando para editar o que aparece na grelha de coleções. A partir daí escolhes que secções queres ver, reordenas os atalhos com gestos de arrastar e soltar e, se fores mais obsessivo, podes esconder por completo coisas como os screenshots ou pastas de outras apps. O objetivo é simples: transformar uma gaveta desarrumada numa prateleira onde encontras fotos de família sem tropeçar em memes de grupo de WhatsApp.
Esta mudança encaixa com a estratégia recente da Google para o Fotos, que tem apostado em dar mais peso ao que é gerido por IA, mas até aqui tinha deixado a organização básica em segundo plano. Primeiro vieram os novos Moods para filtros e depois os estilos Remix na aba Criar, agora é a biblioteca que leva um arranjo. A sensação é que a Google se lembrou que, antes de sugerir colagens bonitinhas, a app tem de ser um arquivo minimamente navegável.
Nem tudo, no entanto, é perfeito. As melhorias concentram-se na camada visual e de atalhos, não na lógica profunda de como o Google Fotos decide agrupar coisas, daquelas decisões automáticas que às vezes insistem em misturar viagens antigas com capturas de ecrã ou backups de outras apps. Falta um passo seguinte em que o utilizador possa definir regras mais finas para coleções e pastas, à imagem do que já se viu noutros serviços em que a comunidade teve de inventar soluções quando a cloud falhou, como aconteceu com os Nest mais antigos de que já falámos na história dos Nest sem cloud.
Para já, a nova vista Coleções é sobretudo uma ferramenta de arrumação de fachada, mas ainda assim bem-vinda. Quem vive com o Google Fotos como arquivo principal ganha finalmente botões claros para pôr alguma ordem sem ter de apagar metade da biblioteca. E se a Google levar esta lógica de controlo para mais zonas da app, talvez um dia o Fotos deixe de ser só um poço sem fundo com boa pesquisa e passe a ser um armário em que sabes em que prateleira está cada coisa.
Fonte: Android Police
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