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Campainha TP-Link Tapo D260 aposta em 4K e zero mensalidades

A nova videoporteira da TP-Link grava em 4K, guarda tudo em local e dispensa subscrições obrigatórias. Segundo o Gizmodo, fica a faltar integração com o HomeKit, mas o pacote é difícil de bater.

Campainha TP-Link Tapo D260 aposta em 4K e zero mensalidades
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Uma videoporteira que grava em 4K, identifica pessoas, animais e encomendas, e não exige mensalidade obrigatória é exatamente o contrário do rumo da maioria das marcas. A TP-Link decidiu ir por aí com a Tapo Doorbell Pro D260, avaliada pelo Gizmodo com 4,5 em 5. O jornalista descreve um conjunto de funcionalidades que muitos concorrentes guardam atrás de subscrições, mas aqui ficam todas no próprio equipamento, desde que se meta um cartão microSD.

A câmara oferece resolução 4K, gravação contínua 24/7 em modo ligado à corrente e deteção no próprio dispositivo de pessoas, animais e encomendas. Nada disto é inédito, mas a combinação com armazenamento local pago uma vez e pronto continua a ser rara num mercado obcecado com renda mensal. A D260 pode ser ligada à cablagem existente de 8-24VAC ou usada apenas com bateria, e ainda consegue tocar o carrilhão físico já instalado, o que facilita a integração em casas mais antigas.

O Gizmodo sublinha que a construção surpreende para um produto deste tipo. O corpo é pesado sem parecer oco, encaixa com firmeza no suporte e o botão da campainha tem aquele “clique” mecânico que faz diferença numa peça que vais carregar todos os dias. A instalação não exige um curso de eletricidade: colar o suporte com a almofada 3M incluída ou aparafusar, deslizar a campainha para o encaixe e fixar com um pequeno parafuso por baixo. Quem escreve fala em cerca de 10 minutos desde a caixa até estar tudo a funcionar.

Na app Tapo, o ecrã principal é dominado pelo vídeo em direto, com botões para capturas, gravação manual e silenciar áudio. Mais abaixo há atalhos para desligar gravações, acionar respostas rápidas pré-gravadas, ligar um anel de LEDs em volta do botão e ativar o destaque automático de objetos, com caixas a identificar pessoas ou animais. A TP-Link encheu a lista de extras com coisas como o “Aerial View”, que mostra num quadro picture-in-picture um ponto a mover-se sobre uma imagem aérea quando alguém entra no campo de visão, e o “Voice Mask”, que aprofunda artificialmente a voz de quem fala pela campainha. O Gizmodo acha estas ideias mais vistosas do que realmente úteis, até porque os sensores PIR não detetam nada que a câmara não veja e a voz mascarada soa óbvia, quase saída de um programa de televisão.

Onde o pacote perde pontos é onde começa o choque com o resto da casa. A D260 não fala com o Apple HomeKit, o que para quem já montou um sistema em torno do iPhone e do iPad é um não-arranque imediato. A TP-Link empurra para o seu plano Tapo Care para quem quiser backup na cloud, e o jornalista nota que os preços tanto do hardware como das subscrições já não são propriamente simpáticos, mesmo que não sejam obrigatórios. Nas contas do Gizmodo, o grande argumento continua a ser esta promessa rara de vídeo nítido, deteção feita em local e gravação permanente sem estar a somar mais uma mensalidade.

Para já, a TP-Link mantém a D260 listada a 220$, cerca de 200€, sem data europeia clara. Fica bem acima das campainhas inteligentes baratas que inundam as lojas online, mas tenta justificar o valor com qualidade de imagem, integração relativamente simples com instalações existentes e a recusa em bloquear funções básicas atrás de uma assinatura. Num mercado onde quase tudo está a caminhar para o modelo de renda perpétua, uma videoporteira 4K que continua a funcionar a sério mesmo sem cloud merece atenção, mesmo que falhe o comboio do HomeKit.

Fonte: Gizmodo

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