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Android 17 ganha modo gaming para dobráveis tipo consola portátil

O novo modo de jogos para smartphones dobráveis transforma metade do ecrã num comando virtual com botões completos. É a primeira vez que o Android leva a sério o formato tipo Nintendo DS.

Android 17 ganha modo gaming para dobráveis tipo consola portátil

O Android 17 vai estrear um modo de jogos para dobráveis que tenta finalmente tratar estes telemóveis como o que se tornam quando os abres em L: uma espécie de consola portátil. A Google está a testar um comando virtual que ocupa um dos lados do ecrã, deixando o outro livre para o jogo. Visualmente é difícil não pensar numa Nintendo DS em versão táctil.

O truque aqui é técnico, não só cosmético. O comando virtual emula botões físicos a nível de sistema e, segundo Mishaal Rahman, funciona com “qualquer jogo que suporte comandos físicos”. Na prática, o Android 17 passa a apresentar ao jogo sinais de um gamepad real: D-pad, dois analógicos, botões A, B, X e Y, L1, L2, L3, R1, R2, R3 e start. Tudo isto num painel táctil que podes configurar, alinhando ou desencontrando os analógicos, ajustando o tamanho dos botões e ligando ou desligando o feedback háptico.

A ativação é simples: basta abrir o dobrável, antes ou depois de arrancar um jogo compatível. Se quiseres, podes esconder o comando com um toque. E se ligares um comando Bluetooth ou por cabo, o modo virtual desliga-se sozinho. É um detalhe sensato, até porque ninguém quer meia dúzia de camadas de controlos por cima do mesmo jogo. A Google tenta resolver um problema real: muitos jogos ficam melhores com botões físicos, mas andar sempre com um clip-on tipo Backbone ou um comando Xbox na mochila não é propriamente prático.

Para Portugal, isto interessa por um motivo óbvio: os dobráveis tipo flip estão finalmente a ganhar massa crítica. Samsung Galaxy Z Flip, Motorola Razr, as propostas da Oppo e companhia começam a aparecer nas vitrinas da Worten e da FNAC com campanhas a sério. Falava-se muito do formato, mas em uso real metade das pessoas limitava-se a dobrar o ecrã para tirar selfies. Um modo pensado de raiz para jogos pode, pela primeira vez, dar uma função clara ao formato em L que não seja só nostalgia. E encaixa bem com o que já detalhámos em Android 17 começa a chegar.

Há, claro, o lado menos romântico: jogar em ecrã táctil nunca vai substituir a precisão de botões físicos, por muito cuidadas que sejam as vibrações ou os perfis de mapeamento. E convém ver como isto se comporta em jogos mais rápidos, de shooters a fighting games. Se a latência ou o reconhecimento de toques falharem, volta tudo ao velho problema dos controlos tácteis que cansam mais que divertem. Mas para RPGs, jogos de corrida arcade, plataformas ou cloud gaming ocasional, esta solução integrada pode ser “boa o suficiente” para justificar tirar o flip do bolso no metro.

Interessante é ver a Google a abraçar o potencial lúdico dos dobráveis em vez de fingir que são só mais um slab que dobra. Enquanto alguns fabricantes ressuscitam o formato flip para detox digital à Commodore, a Google prefere puxá-lo para o lado oposto, o do entretenimento sem vergonha. Cabe agora aos estúdios Android decidirem se pegam neste “modo DS” como desculpa para desenhar interfaces melhores para quem joga num telemóvel que se fecha a meio.

Fonte: The Verge

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