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O teu novo topo de gama carrega devagar? O problema pode ser o carregador

Os iPhone 18 Pro, Pixel 11 e Galaxy recentes só mostram os números de carregamento anunciados com o tipo certo de carregador USB‑C. Não chega ter muitos watts, é preciso falar a mesma “língua” elétrica.

O teu novo topo de gama carrega devagar? O problema pode ser o carregador
Ilustração digital | Pixel Magazine

Os topos de gama de 2026 prometem 50% de bateria em 15 minutos, mas muita gente liga o novo telemóvel ao carregador antigo e acha que foi enganada. O jornalista do MakeUseOf só percebeu porque é que o iPhone 18 Pro carregava devagar depois de olhar com atenção para as letras minúsculas no adaptador de corrente. A potência em watts não chegava para explicar o problema.

Hoje, tanto os iPhone 18 Pro como os Pixel 11 e os Galaxy recentes dependem de normas de carregamento rápido específicas, por cima do USB Power Delivery. No caso da Apple, entra em jogo o AVS (Adjustable Voltage Supply), que permite ao carregador ajustar a tensão em passos de 100mV entre 9V e 20V. Sem AVS, o iPhone limita-se a patamares de tensão pré-definidos e baixa agressivamente, o que na prática significa: fica longe das velocidades anunciadas, mesmo que o carregador diga 60W na caixa.

No artigo do MakeUseOf, quem testou o iPhone 18 Pro só viu os cerca de 50% em 15 minutos depois de trocar de carregador para um modelo com AVS. A explicação é simples, mas raramente vem nas campanhas de marketing: à medida que a bateria aquece e o nível de carga sobe, o telemóvel vai pedindo tensões muito específicas. Se o carregador não consegue acertar fino, é obrigado a jogar pelo seguro e a reduzir a velocidade de carregamento para proteger a bateria.

No lado Android, a lógica é parecida, mas o selo a procurar é outro. Pixel e Galaxy recentes tiram partido de carregadores com PPS (Programmable Power Supply), uma extensão do USB Power Delivery que faz essencialmente o mesmo truque: ajustar a combinação de volts e amperes em tempo real, em vez de se limitar a degraus fixos. Um carregador de 65W sem PPS pode carregar um Pixel 11 Pro Fold, por exemplo, mas não lhe vai dar o carregamento que a ficha técnica promete.

É aqui que a maioria das pessoas tropeça: olha para o número grande em watts, ignora todo o resto e assume que um “tijolo” de 60W ou 100W chega para tudo. Não chega. Entre AVS, PPS e implementações proprietárias, é perfeitamente possível ter um carregador potente, caro e dececionante com o teu telemóvel. E enquanto andas à procura do culpado na bateria ou nas definições, o gargalo está escondido nas letras microscópicas do adaptador.

Se estás a pensar trocar de telemóvel ou carregador, o mínimo é confirmar na ficha técnica do aparelho qual é a norma de carregamento rápido suportada e que logótipos procurar no carregador. Evita confiar só no carregador velho “que ainda funciona bem”, sobretudo se vieste de um Android para um iPhone recente ou vice-versa. E já agora, aplica a mesma disciplina que deves ter com apps como o Google Maps, que podem esvaziar a bateria mais depressa do que qualquer carregador consegue repor, como explicámos em cinco erros no Google Maps que esvaziam a bateria do telemóvel.

No fim, a moral é pouco glamorosa mas útil: antes de culpares o fabricante por “mentir” sobre o carregamento rápido, certifica-te de que o adaptador está a falar o mesmo protocolo que o telemóvel. Watts sem AVS ou PPS são só números grandes na caixa.

Fonte: MakeUseOf

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