A Samsung anda a falar de óculos inteligentes há meses, mas quem está a fazer o trabalho de mostrar o produto ao mundo são os leakers. Segundo o Android Police, um novo leak do site SammyGuru despeja quase tudo sobre os Galaxy Glasses: do peso às armações da Gentle Monster e da Warby Parker, passando pelo chip Snapdragon e pela bateria.
A marca já tinha confirmado que os Galaxy Glasses chegam ainda este ano e que correm Android XR, com direito a aparição discreta em julho durante o evento do Galaxy Z Fold 8. Desde então só se sabia a janela “até final de 2026”, com os rumores a apontar a novembro. Agora, o leak dá contexto: os óculos vão pesar cerca de 41 gramas com lentes standard, bem abaixo dos ~51,5 gramas dos Ray-Ban Meta Gen 3, que já analisámos na Pixel como um bom ponto de partida mas longe de perfeitos. Num gadget que fica na cara o dia todo, 10 gramas de diferença não são detalhe.
Por dentro, escreve o Android Police, os Galaxy Glasses deverão usar o Snapdragon AR1 Gen 1 da Qualcomm, com 2GB de RAM e 64GB de armazenamento. Isto não é um headset XR completo, é mais próximo de uns Ray-Ban Meta do que de uns Xreal Aura ligados a um puck, por isso este hardware chega para capturar vídeo, correr algum processamento local e aguentar integrações com IA sem depender sempre do telemóvel. Mas 2GB de RAM em 2026 soam curtos se a Samsung quiser vender a ideia de assistente inteligente sempre ativo.
Há também câmara de 12MP com gravação até 3K a 30fps, colunas open-ear e microfones integrados, o pacote típico deste tipo de óculos. A autonomia anunciada no leak fala em até 72 horas usando a caixa de carregamento, o que sugere várias recargas breves e uso em rajadas, não três dias de utilização contínua. Mesmo assim, se os números se confirmarem, ficam numa boa posição face aos Ray-Ban Meta, onde a bateria continua a ser um compromisso óbvio.
O detalhe mais inesperado é a aposta séria em design. De acordo com o SammyGuru, a Gentle Monster terá seis estilos de armação com até 16 variantes, e a Warby Parker junta-se com três designs próprios. Em vez de um único modelo com ar de protótipo, a Samsung parece alinhada com a estratégia dos óculos como acessório de moda. Isto resolve um dos problemas crónicos das smart glasses: ninguém quer andar pela rua com cara de beta tester.
Faltam quase todos os outros dados importantes: preço, lançamento na Europa, integração com serviços Google e, sobretudo, que tipo de coisas se pode fazer com estes óculos que um par normal + telemóvel não resolva. Mas o padrão repete-se, depois de Meta e da Xreal: o hardware vai avançando a pequenos passos, o software e os casos de uso continuam a ficar para depois. Se a Samsung não tiver respostas boas para essa parte, o risco é grande de os Galaxy Glasses acabarem como tantos wearables anteriores, tecnicamente competentes e esteticamente aceitáveis, mas a apanhar pó numa gaveta passado meio ano.
Fonte: Android Police
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