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Óculos Ray‑Ban Meta ganham navegação a pé e som mais inteligente

As updates v128 e v129 trazem navegação curva‑a‑curva, Spatial Audio e novos controlos de acessibilidade aos Ray‑Ban Meta. Menos telemóvel na mão, mais trabalho para a voz e para o áudio nos óculos.

Óculos Ray‑Ban Meta ganham navegação a pé e som mais inteligente
Ilustração digital | Pixel Magazine

A Meta está a aproximar os Ray‑Ban Meta daquilo que uns óculos “inteligentes” deviam ser: úteis sem obrigar a sacar do telemóvel de minuto a minuto. As últimas duas versões de firmware, v128 e v129, focam-se precisamente nisso, juntando navegação curva-a-curva para peões, Spatial Audio e novos controlos de acessibilidade de áudio. Segundo o Android Authority, a v128 já está amplamente disponível e a v129 começou agora a chegar a mais utilizadores.

O destaque da v128 é a navegação pedonal. Os óculos passam a permitir pedir direções a partir da Meta AI, ouvir instruções viragem a viragem e seguir caminho apenas com o áudio. O exemplo dado é simples: dizer “Hey Meta, navigate to Times Square” e deixar que os óculos usem a localização do telemóvel ligado para orientar o trajeto. Se o destino for demasiado longe para ir a pé, as direções seguem para o telemóvel em modo condução. É o tipo de função que faz sentido nestes óculos, e que deixa claro que a Meta quer que a interface principal seja a voz, não o ecrã do telefone.

Há também integração com apps de mapas no telemóvel: escolhe-se o destino, toca-se em partilhar e envia-se para a app Meta AI. A navegação arranca então nos óculos, sem mais toques no telefone. Com a v128 a chegar a mais países e gerações de hardware, quem já anda com os Ray‑Ban Meta na cara pode finalmente usá-los como guia em zonas desconhecidas, em vez de ficar a meio caminho entre gadget caro e acessório de moda. Esta atualização trouxe ainda suporte para Spatial Audio, novos controlos de localização e medidas anti-violação que desligam a câmara se alguém tentar contornar o LED de privacidade.

Em paralelo, a Meta lançou a v129, mais focada em acessibilidade de áudio do que em grandes novidades de função. De acordo com notas de versão citadas pelo 9to5Google, o firmware adiciona Mono Audio, que junta os dois canais num só para quem tem audição desigual, e um controlo de Audio Balance, que permite deslocar o som gradualmente para o ouvido esquerdo ou direito. As novas opções vivem em Device settings > Audio > Accessibility. São detalhes pequenos no papel, mas fazem diferença para quem não encaixa no perfil de utilizador “normal” que as marcas continuam a ter na cabeça.

O Android Authority aponta que a v129 está a chegar de forma gradual a diferentes gerações e regiões. Há relatos no Reddit de Wayfarer de primeira geração no Reino Unido já com o firmware 129.0.0.197.378 instalado, mas sem notas de versão visíveis na app, e com comportamentos algo estranhos: inglês do Reino Unido, novas vozes em inglês e a função Conversation Focus continuam ausentes, e a opção Glasses Translate desapareceu depois da atualização. Noutros relatos, incluindo de utilizadores de segunda geração no Peru e nos EUA, a mesma build chegou sem grandes esclarecimentos.

No balanço, a v129 parece um ajuste útil ao que a v128 mudou de forma mais estrutural. A navegação pedonal áudio-first é a peça que torna os Ray‑Ban Meta verdadeiramente independentes do telemóvel quando se anda a pé, e os melhoramentos de som vão no sentido certo. O contraste é com o resto do pacote: funções que somem sem explicação, línguas que demoram a chegar e uma sensação de beta permanente que encaixa demasiado bem na estratégia da Meta. Para quem já olhava com cepticismo para a nova geração dos óculos, com melhorias discretas, estas updates mostram que a verdadeira diferença continua a ser feita no software, não na armação.

Fonte: Android Authority

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