Xiaomi Smart Band 11 afina a fórmula com mais brilho e quase nenhum risco
A nova pulseira da Xiaomi fica mais fina, ganha ecrã mais luminoso e cores novas. Mas continua a jogar pelo seguro e a depender de um preço agressivo para fazer sentido cá.
A nova pulseira da Xiaomi fica mais fina, ganha ecrã mais luminoso e cores novas. Mas continua a jogar pelo seguro e a depender de um preço agressivo para fazer sentido cá.
A Xiaomi levou um dobrável gigante à IFA 2026, mas foi a pulseira discreta ao lado que interessa à carteira de metade da Europa. A Smart Band 11 é oficial, chega mais fina, mais luminosa e com cores a puxar ao pastel. Na prática, é um ajuste de rumo, não uma mudança de direção.
O corpo mantém a opção entre caixa em metal ou cerâmica, mas emagreceu cerca de 1mm, ficando pelos 9,99mm de espessura, sem contar com a “bossa” dos sensores. A versão em metal pesa 15,58 gramas sem a pulseira, por isso continua a ser quase impercetível no pulso. O ecrã mantém as 1,72 polegadas com resolução de 212 x 520 píxeis, mas a Xiaomi reclama agora 2.000 nits de brilho, contra 1.500 nits no modelo anterior, e margens reduzidas a 2mm. Em termos práticos, isto interessa a quem corre ao sol ou anda muito na rua, onde muitas bandas baratas simplesmente desaparecem à luz do dia.

Por dentro, a Band 11 corre software baseado em HyperOS 4, a camada da casa que a Xiaomi anda a espalhar por tudo o que tem chip. Funciona com Android e também com iOS, com a marca a prometer menos limitações nas notificações quando emparelhada com iPhone. Aqui a fasquia está alta, porque muitas pulseiras chinesas “falam” mal com o iOS, por isso convém esperar por testes independentes antes de acreditar que, de repente, tudo se resolveu.
No lado da saúde e fitness, há resistência à água até 5ATM, o que dá para piscina sem dramas, e sensores com medições de batimento cardíaco e SpO2 supostamente melhoradas. A Xiaomi fala em suporte para 150 tipos de treino, um número que já diz mais ao marketing do que ao corpo. O que interessa é se o tracking de corrida, caminhada e ginásio é consistente, porque ninguém compra estas bandas para registar “ioga do riso nível 3”.

Visualmente, a marca aposta em cores novas: rosa e verde para a versão em metal, roxo na variante em cerâmica, mais as inevitáveis braceletes premium vendidas à parte, das de tecido tipo seda às de “couro” entrançado. É o truque habitual para puxar a receita: o corpo continua barato, as margens estão nas tiras. Ainda assim, o pacote base na China mantém-se agressivo. A Smart Band 11 em metal custa 289 yuan (cerca de $43, ~40€), a versão com NFC sobe para 339 yuan (~$51, ~47€) e a cerâmica fica nos 399 yuan (~$60, ~55€). As braceletes extra ficam entre ~15€ e ~20€.
O problema é que estes valores são preços chineses e a Xiaomi ainda não disse quando, nem por quanto, a Band 11 chega à Europa. Sem preço ou data anunciados para a Europa, tudo o que sobra é um déjà-vu: uma pulseira que melhora detalhes, mas não mexe na essência. Se a Xiaomi conseguir manter o patamar dos 40€ a 50€ por cá, continua a ser uma das formas mais baratas de ter um ecrã decente, bateria para semanas e métricas de saúde “boas o suficiente” no pulso. Se começar a aproximar-se dos 70€ ou mais, entra direto no território em que um smartwatch em promoção começa a fazer mais sentido.
Fonte: Android Authority
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