Redmi Note 17 Pro Max promete três dias longe do carregador
A Xiaomi enfiou 9.210mAh de bateria num telemóvel mais fino e leve que o iPhone 17 Pro Max. Europa incluída. O preço é que já não é tão de gama média.
A Xiaomi enfiou 9.210mAh de bateria num telemóvel mais fino e leve que o iPhone 17 Pro Max. Europa incluída. O preço é que já não é tão de gama média.
Três dias sem pensar em carregador. É esta a frase que a Xiaomi está a colar ao novo Redmi Note 17 Pro Max, e pela ficha técnica não soa a exagero. A marca pôs uma bateria de 9.210mAh num corpo do tamanho de um iPhone 17 Pro Max, mas ainda assim ligeiramente mais fino e 8 g mais leve. Em alguns mercados nem isso chega: há uma variante com 10.000mAh, um valor que até há pouco tempo se via mais em tablets que em telemóveis.
O truque não é magia, é química. A Xiaomi está a usar uma bateria de silício-carbono, com 16 por cento de silício no ânodo. Isto aumenta a densidade energética, ou seja, mais capacidade no mesmo espaço. Há anos que a marca anda a puxar pela ficha técnica e pelo preço agressivo, seja em chips de condução automóvel ou nos aumentos de preço em mercados como o Japão, mas aqui o foco foi mesmo a autonomia diária. Oficialmente, o Note 17 Pro Max promete até “três dias de uso sem preocupações” ou 37 horas seguidas de vídeo. Sem testes independentes ainda é só marketing, mas olhando para o que os Android recentes fazem com 5.000mAh, a meta parece plausível.
As baterias de silício-carbono trazem uma dúvida clássica, a durabilidade, e a Xiaomi tenta desarmar logo essa crítica. Garante que, ao fim de 1.600 ciclos de carga, a bateria mantém 80 por cento da capacidade, o que a marca traduz em cerca de seis anos de uso diário. Se cumprir, é um recado direto à Apple e companhia, que continuam confortáveis com os dois a três anos de “vida útil” implícita. A isto junta-se carregamento com fio a 100 W: cerca de uma hora para encher tudo, ou 20 minutos para “um dia de uso”. Tradução: quer que carregues rápido, mas não necessariamente todos os dias.
O resto do hardware é mais terra-a-terra. O Note 17 Pro Max traz um Snapdragon 6 Gen 5, até 12GB de RAM e 256GB de armazenamento, um ecrã OLED de 6,83 polegadas com Gorilla Glass Victus 2 e certificação IP69K, um nível de resistência à água e poeira pouco habitual nesta gama. Nas câmaras, o compromisso clássico da linha Redmi: sensor principal de 50 megapíxeis relativamente pequeno, ultragrande angular de 8 megapíxeis e câmara frontal de 32 megapíxeis. Nada aqui ameaça os flagships, e a própria Xiaomi parece assumir isso.
Há ainda o toque estético: uma traseira fotocromática que muda ao sol, fenómeno que a marca empurra como gimmick visual para redes sociais. Fora da luz direta, o telemóvel é basicamente branco, discreto. Corre Android 16 com a promessa vaga de uma “experiência de software como nova durante seis anos”, mas sem compromisso claro sobre quantas versões de Android vai receber. Em 2026, isto é curto, sobretudo quando concorrentes já falam de sete anos de atualizações.
O Note 17 Pro Max chega à Europa, Austrália, América Latina e outros mercados globais, mas não aos EUA, por um preço equivalente a 499 dólares, cerca de ~460€. Já não é bem aquele Redmi de 250€ que fazia esquecer compromissos. É mais um mid-range alto que compra a diferença na bateria e na resistência, sacrificando câmara e processador topo de gama. Para quem vive colado ao cabo ou a powerbanks, faz sentido. Para o resto do mercado, é mais um lembrete de que a Xiaomi sabe perfeitamente onde pode apertar a margem sem perder o rótulo de “barato”.
Fonte: The Verge
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