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Galaxy S26 Ultra lidera vendas Android no trimestre mais difícil

Topo de gama de 1.300$ bate modelos baratos em pleno segundo trimestre. A Samsung é a única marca Android no top 10 global e isso diz muito do estado do mercado.

Galaxy S26 Ultra lidera vendas Android no trimestre mais difícil

Um telemóvel Android de topo a liderar vendas num trimestre já não é novidade. Acontecer no segundo trimestre do ano, com um modelo de 1.300$ a bater toda a gama média, é outra conversa. Segundo a Counterpoint Research, o Galaxy S26 Ultra foi o Android mais vendido do mundo no segundo trimestre de 2026, algo que nunca tinha acontecido com um modelo classificado como “ultra-premium”.

Traduzindo o ranking: o S26 Ultra ficou em quarto lugar global, atrás de três iPhones, com o iPhone 17 no topo da lista. O Galaxy S26 “normal” apareceu em nono. Em 2025, por esta altura, o S25 Ultra mal entrava no top em nono e o S25 base nem sequer constava. A mudança é clara, mas não é magia, é calendário: a Samsung lançou a série S26 mais tarde, a 25 de fevereiro, o que empurrou muito do pico de vendas para o segundo trimestre em vez de ficar concentrado no primeiro.

Há outra leitura menos simpática: no top 10 global só há uma marca Android, a Samsung. Os restantes lugares são iPhones. Aquilo que era, em teoria, um campo aberto com dezenas de fabricantes reduziu-se, em termos de volume global, a um duelo entre Apple e Samsung, com a concorrência chinesa cada vez mais empurrada para nichos regionais e segmentos de preço onde as margens são microscópicas.

Dentro do próprio catálogo Samsung, a história também é curiosa. Para além dos S26, entram na lista o Galaxy A07 4G (quinto), o Galaxy A17 5G (sexto) e o Galaxy A17 4G (oitavo). Ou seja, um Ultra caríssimo rodeado de gama baixa e média que faz o grosso do volume. A Counterpoint sublinha um ponto que interessa a quem compra na Europa: todos estes modelos prometem pelo menos seis anos de atualizações. A marca percebeu que política de updates é argumento de venda e está a explorá-lo melhor do que quase todos no lado Android.

Para quem está em Portugal, isto ajuda a explicar porque é que a Samsung continua tão presente nas prateleiras da Worten, FNAC ou Amazon Espanha, enquanto marcas como Xiaomi ou Realme vão oscilando. Há escala global, há marketing pesado e agora há também uma narrativa de longevidade que encaixa bem num mercado europeu onde um topo de gama a 1.300$ (cerca de ~1.200€) tem de durar vários anos para fazer sentido. E, com um fan edition a caminho, como já vimos na marcação do evento do Galaxy S26 FE, a Samsung prepara-se para esticar ainda mais a série.

O outro lado da moeda é menos animador para a diversidade do ecossistema Android. O facto de só a Samsung conseguir entrar no top 10 mostra que o resto dos fabricantes luta numa liga à parte, muito mais frágil. Para o consumidor, isto significa updates decentes e boa revenda se escolher a marca certa, mas também menos pressão competitiva real no topo. Quando o Android que domina o mercado mundial se parece cada vez mais com “Samsung OS”, a fragmentação deixa de ser apenas técnica e passa a ser também económica.

Fonte: Android Authority

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