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CMF Buds Neo chegam com ANC barata e bateria até 52 horas

Os novos earbuds low-cost da marca da Nothing estreiam-se na Índia com cancelamento de ruído ativo e autonomia fora da norma. Falta saber se chegam à Europa e quanto vão realmente custar.

CMF Buds Neo chegam com ANC barata e bateria até 52 horas

A Nothing continua a usar a sub-marca CMF para atacar o segmento low-cost, desta vez com os novos CMF Buds Neo. São earbuds sem fios com cancelamento de ruído ativo (ANC, active noise cancelling) e um número que salta logo à vista: até 52 horas de autonomia total anunciada, somando earbuds e estojo. Por agora só estão oficiais na Índia, com preço local agressivo, e sem compromisso público para Europa.

Os Buds Neo seguem a linguagem de design mais discreta da CMF, longe do plástico transparente típico da Nothing. A marca fala em três cores, caixa compacta e resistência a salpicos suficiente para ginásio e rua, sem grandes aventuras. No áudio, a fórmula é a do costume nesta gama: drivers dinâmicos de dimensão generosa, ANC “inteligente” que tenta adaptar-se ao ruído ambiente, modo transparência e latência reduzida para jogos. Nada aqui é novo no mercado, a novidade está em pôr esta lista toda num produto assumidamente barato.

Como em todos os earbuds Bluetooth de 2024, a folha de especificações precisa de tradução para o mundo real. A tal autonomia de 52 horas é inevitavelmente medida com o volume controlado e muitas horas guardados na caixa. Mesmo que o valor real fique mais perto das 30 e tal, continua competitivo face a modelos de entrada de marcas mais estabelecidas. E se a CMF não estragar tudo com codecs limitados ou compressão agressiva, podem ser uma alternativa curiosa para quem quer fugir aos básicos de supermercado e também não quer pagar por funcionalidades mais sérias como baterias trocáveis ao estilo dos Sennheiser Momentum True Wireless 5.

O grande ponto de interrogação está justamente nos detalhes que a comunicação promocional costuma varrer para debaixo do tapete: quais os codecs suportados, que tal é o micro em chamadas em ruas barulhentas, como se porta o ANC em comboio ou avião. Num mercado cada vez mais saturado, quem já percebeu a diferença entre SBC, AAC, aptX ou LDAC dificilmente compra earbuds só pelo número de horas no papel, sobretudo depois de ler algum guia sério sobre Bluetooth codecs e o que realmente interessa.

Para Portugal, tudo depende da estratégia da Nothing. Se os Buds Neo permanecerem confinados à Índia e mercados semelhantes, são só mais um lembrete de que o segmento low-cost está a acelerar longe da UE. Se chegarem à Europa com um preço realmente baixo, podem apertar ainda mais os fabricantes tradicionais, que continuam a cobrar bem mais por ANC mediano e autonomia normalíssima. No limite, o maior mérito destes CMF pode ser expor o quão preguiçosas têm sido muitas marcas “grandes” no segmento abaixo dos 100€.

Fonte: GSM Arena

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