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Google Play Store ganha hub de desporto em direto e pesquisa de filmes

A Play Store começa a parecer menos uma prateleira de apps e mais um centro de conteúdos, com desporto em direto, filmes nos resultados e ajustes discretos no Android.

Google Play Store ganha hub de desporto em direto e pesquisa de filmes

A Google abriu agosto a mexer no que toda a gente vê e toca no Android: a Play Store e os serviços que a alimentam. A atualização de sistema mais recente traz um hub de desporto em direto, pesquisa de filmes embutida e pequenos retoques em tablets e Google Wallet. Tudo espalhado por Google Play Store v52.6 e Google Play Services v26.30.

O destaque é o novo espaço de desporto na página inicial de apps. A Play Store passa a ter carrosséis dedicados a ligas e torneios, para já focados em competições como o ICC Women’s T20 World Cup. A ideia é simples: em vez de andares a saltar entre apps e motores de busca para descobrir onde ver um jogo, navegas na Play Store, vês os próximos encontros e saltas diretamente para os serviços de streaming suportados. É uma espécie de TV guia dentro da loja, mas à maneira da Google. A questão, para quem está em Portugal, é óbvia: isto só faz sentido se abranger ligas de futebol europeias e operadores locais. Por agora, a Google só fala em grandes eventos globais, o que cheira a rollout lento e muito centrado em mercados prioritários.

A pesquisa também ganha mais peso editorial. Quando fizeres buscas genéricas, a Play Store vai começar a mostrar filmes e séries populares diretamente nos resultados. Menos lista fria de apps, mais montra de conteúdos. É o mesmo movimento que já vemos noutros lados: a loja deixa de ser apenas um sítio onde instalas coisas e passa a sugerir-te o que ver. Para quem se preocupa com neutralidade das lojas, isto encaixa naquela tendência de plataformas a empurrar conteúdos “em destaque”, um tema que já é sensível com a chegada de novas lojas de apps no Android.

Nos tablets, há um ajuste discreto mas interessante: vais poder encontrar conteúdo de apps já instaladas diretamente dentro da Play Store. Em teoria, isto aproxima a loja de um lançador de conteúdos, útil para quem usa o Android mais como “sofá multimédia” do que como telemóvel gigante. O problema é que a Google não explica ao certo como é que isto funciona nem que apps vão tirar partido disto, por isso, por agora, é sobretudo uma promessa em release notes.

A gestão do histórico de pesquisa recebe um banho de arrumação. As pesquisas sugeridas em que tocas passam a ficar guardadas, as entradas são convertidas para minúsculas e espaços duplicados desaparecem. É um detalhe quase burocrático, mas mostra até que ponto a Google quer ordenar os teus hábitos dentro da loja. Pequenas limpezas de interface que somadas tornam a Play Store menos caótica, sem grande brilho, mas com impacto diário.

Fora da Play Store, os Google Play Services v26.30 afinam a experiência com passes no Google Wallet, de bilhetes digitais a cartões de embarque. A Google não entra em detalhes, o que costuma significar mudanças de fluxo, animações, fiabilidade. Em países como Portugal, onde o Wallet ainda não substitui totalmente a carteira física, cada afinação conta se a empresa quer que uses o telemóvel para entrar no estádio, no avião ou no metro. Por fim, há a atualização de Private Compute Services (vB.28 / C.6), listada como “manutenção” para manter as funções de IA em segundo plano estáveis. Menos vistoso, mas essencial para o plano da Google de pôr mais inteligência em tudo sem te pedir permissão sempre. As novas versões começaram a chegar a 3 de agosto de 2026, por isso devem aterrar nos Android cá do sítio nos próximos dias, como sempre em ondas e sem grande aviso.

Fonte: Android Authority

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