Amazfit ganha respostas interativas no iOS, mas só na União Europeia
Zepp Health desbloqueia notificações interativas nos Amazfit ligados a iPhone, graças ao DMA. É um avanço útil, limitado a poucos modelos e preso às fronteiras da UE.
Zepp Health desbloqueia notificações interativas nos Amazfit ligados a iPhone, graças ao DMA. É um avanço útil, limitado a poucos modelos e preso às fronteiras da UE.
Os smartwatches Amazfit acabaram de dar um passo importante no iOS: deixam de ser apenas “espelhos” de notificações e passam a permitir interagir diretamente com o que chega ao pulso. Não é magia, é a consequência muito concreta do Digital Markets Act (DMA), a lei europeia que obriga a Apple a abrir um pouco mais as portas.
Com a nova atualização da Zepp Health, algumas Amazfit passam a suportar notificações interativas quando emparelhadas com iPhone. Em vez de só veres e descartares alertas, podes responder rapidamente a mensagens, executar ações específicas de apps e até ver imagens embebidas nas notificações. Um exemplo prático: alertas da câmara de segurança podem mostrar o instantâneo direto no ecrã do relógio, sem sacar do telemóvel a meio do jantar.
A implementação ainda vem com várias traves. A funcionalidade está em beta e, para já, só chega a três modelos: Amazfit Cheetah 2 Ultra, Amazfit Balance Ultra e Amazfit Balance 3. A Zepp Health já prometeu alargar a lista, apontando para o Cheetah 2 Pro, T-Rex 3, T-Rex 3 Pro, Bip Max e Active 3 Premium. Se andas a namorar um smartwatch como o futuro modelo da Nothing de que falámos no artigo sobre o primeiro smartwatch transparente da marca, este tipo de integração começa a ser parte da lista séria de requisitos para quem vive no lado Apple.
O detalhe mais interessante, e menos visível no marketing, é geográfico: esta capacidade só existe dentro da União Europeia. Não é uma “graça” da Zepp Health, é um privilégio regulatório. O DMA obriga a Apple a abrir APIs e a permitir mais interacção de terceiros com iOS, por isso marcas como a Amazfit podem finalmente aproximar a integração com iPhone do que já tinham no Android. Se morares em Portugal e comprares um destes modelos, beneficias diretamente destas regras. Se usares o mesmo relógio ligado a um iPhone fora da UE, ficas a ver navios.
Na prática, isto aproxima os Amazfit de uma utilização mais completa em iOS, mas não apaga a diferença para um Apple Watch. A profundidade de integração de um relógio da própria Apple continua noutro campeonato, sobretudo em saúde e em apps nativas. Ainda assim, para quem quer um wearable mais acessível ou com foco em desporto, poder responder notificações e ver imagens já resolve metade da frustração habitual dos utilizadores de iPhone com smartwatches “de terceiros”.
Fica o recado: a abertura do iOS na Europa não vive só em PDFs de Bruxelas, começa a aterrar em atualizações de firmware e menus de definições. Hoje são os Amazfit com notificações interativas, amanhã serão outros relógios e serviços. Quem compra tecnologia na UE passa a escolher não só hardware e preço, mas também o quanto a lei obrigou o software a trabalhar a seu favor.
Fonte: Notebook Check
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