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Baterias silício-carbono da Motorola já superam iPhone e Pixel

Os novos Motorola com baterias de silício-carbono aguentam mais ciclos que iPhones e Pixels, mas ainda ficam longe dos recordes da Samsung e dos rivais chineses.

Baterias silício-carbono da Motorola já superam iPhone e Pixel

A Motorola está a pôr números em cima da mesa para as suas novas baterias de silício-carbono. A marca confirmou ao Android Authority que estes telemóveis aguentam em média entre 1.000 e 1.200 ciclos de carga até a capacidade cair para 80%. Não é o novo referencial da indústria, mas chega para ultrapassar Apple e Google no básico mais importante: quanto tempo é que a bateria se aguenta sem ficar miserável.

O detalhe mais curioso não veio do marketing da Motorola, veio da base de dados de rótulos energéticos da União Europeia, onde os fabricantes têm de certificar estes valores. Lá dentro, os modelos recentes com esta química de bateria aparecem com números concretos: Edge 70 com 1.000 ciclos, Edge 70 Fusion com 1.000 ou 1.200 consoante a variante, Edge 70 Pro com 1.200. Do lado dos dobráveis, Razr 2026, Razr Plus 2026, Razr Ultra 2026, Razr Fold e o Signature também sobem aos 1.200 ciclos.

Traduzindo ciclos para vida real: um ciclo é, em grosso, o equivalente a gastar 100% de bateria, seja numa carga só ou somando vários carregamentos parciais. Quem carrega o telemóvel todos os dias chega aos 1.000 ciclos em cerca de três anos. Aos 1.200, mais perto dos três anos e meio ou quatro. Ou seja, estes Motorola, em teoria, chegam ao fim do primeiro contrato de fidelização sem a bateria reduzida a metade, algo que ainda não é garantido em muitos modelos mais baratos. E aqui a chave não é a magia do silício-carbono, é haver um número claro e certificado pela UE.

Comparando com os suspeitos do costume, a história muda de figura. Apple e Google continuam a apontar para 1.000 ciclos até aos 80% de capacidade. Ou seja, boa parte da nova gama Motorola degrada-se mais devagar que iPhones e Pixels em condições equivalentes. Mas quem realmente domina nos ciclos continua a ser a Samsung, com alguns topos de gama certificados para 2.000 ciclos antes de cair para os mesmos 80%. É o dobro, é outro campeonato em termos de longevidade, mesmo que a química de base seja ainda lítio-ião mais clássica.

Dentro do clube silício-carbono, a Motorola também não lidera. OnePlus 15R chega aos 1.300 ciclos, HONOR Magic 8 Pro aos 1.600 e Nothing Phone 3 aos 1.400, num movimento que já tínhamos visto quando a Nothing começou a puxar pela autonomia no segmento de média-alta gama e que agora continua com o Nothing Phone (4b). A Motorola só iguala ou passa o OnePlus 13, que fica pelos 1.000 ciclos. E há ainda outro detalhe pouco simpático para alguns rivais: casos como o OnePlus 15 e o Xiaomi 17T Pro em que o marketing fala em 1.400 a 1.600 ciclos, mas a certificação europeia encolhe isso para 1.000 ou 1.100.

Para quem compra na Europa, a moral é simples. Estes primeiros Motorola com baterias de silício-carbono já são uma melhoria concreta face a iPhones e Pixels no que toca à saúde da bateria, mas ainda não são o pináculo da tecnologia nem perto dos 2.000 ciclos da Samsung. A diferença é que aqui há números em papel, auditados em Bruxelas. Se a marca afinar esta química nas próximas gerações, pode finalmente trocar a fama de “carrega rápido mas morre cedo” por uma imagem de telemóvel que não pede reforma ao fim de dois anos. Até lá, os ciclos contam mais que qualquer slogan de autonomia em letra grande na caixa.

Fonte: Android Authority

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