Seis ferramentas de backup em Linux para não chorar perdas de dados
Do portátil pessoal ao mini-servidor lá de casa, estes são os utilitários de backup em Linux que interessam. E para que tipo de utilizador cada um faz sentido.
Do portátil pessoal ao mini-servidor lá de casa, estes são os utilitários de backup em Linux que interessam. E para que tipo de utilizador cada um faz sentido.
O problema dos backups em Linux não é falta de opções. É escolher uma que consigas mesmo manter a funcionar depois do primeiro fim-de-semana de boa vontade. Há ferramentas para tudo, do portátil com Ubuntu ao servidor no armário das vassouras.
Se só queres proteger a tua pasta pessoal num ambiente GNOME, começa pelo óbvio: Déjà Dup. Já vem em muitas distros como Ubuntu ou Fedora Workstation, aparece simplesmente como “Cópias de Segurança” e resolve a vida sem abrires o terminal. Escolhes o que guardar, onde guardar, metes um horário e acabou. Por baixo da interface usa Restic, por isso não é só copiar pastas, tens snapshots incrementais decentes. Ponto fraco: só faz backup do que o teu utilizador vê. Não é ferramenta de imagem de sistema, não te vai salvar uma distro partida. Para isso há coisas tipo Timeshift.
Se a tua prioridade é ter cópia fora de casa, numa cloud qualquer, e queres algo com cara de serviço “a sério”, entra o MSP360 Free Backup. Não é código aberto e a licença gratuita é só para uso pessoal, mas dá-te integração direta com Backblaze B2, Wasabi e qualquer serviço compatível com S3. Em Linux o ADN é linha de comando, com agendamentos a correr em cron, mais parecido com Restic ou Borg do que com um “próximo, seguinte, concluir”. Há limite de 5 TB local e 5 TB em cloud na versão free e esquece domínios Windows ou cenários empresariais, isso já é outra tabela de preços.
Se precisas de algo robusto sem dramas de licenças comerciais, olha para Kopia. Também é multiplataforma, também fala com vários serviços de cloud e continua open source, sem truques de “só uso pessoal”. A interface gráfica é uma camada em cima do CLI, por isso quem gosta de scriptar fluxos de backup fica em casa. É o tipo de ferramenta que faz sentido para freelancers com vários clientes, pequenas equipas remotas ou quem tem aquele mini-servidor em casa a correr containers, Nextcloud e afins. Se já andas a reforçar a tua infra de Linux por causa do aumento de ataques, como vimos com o projeto Akrites da Linux Foundation, ter um esquema de backups decente é o complemento óbvio.
Para quem gere vários servidores, homelabs ou máquinas espalhadas pela casa, o trio BorgBackup, Restic e UrBackup é onde está a carne. Borg e Restic são ferramentas de linha de comando, com snapshots, deduplicação e encriptação pensadas para ser montadas em scripts e automatização. Borg brilha em cenários de backups via SSH, muito usado em homelabs e servidores pequenos. Restic é mais flexível na escolha de destinos, desde S3 a SFTP, mantendo o modelo simples de “init, backup, forget”. Se vives no terminal e não te assusta um pouco de shell, um destes dois chega longe.
Já o UrBackup assume outra filosofia: montas um servidor central e ele trata de fazer backup de várias máquinas clientes. Junta num só pacote backups de ficheiros e imagens de disco (mais virado para Windows, mas com suporte para Linux) e funciona bem em redes locais, pequenas empresas ou aquele escritório improvisado com meia dúzia de PCs. Não fala cloud por si, ficas responsável por replicar o armazenamento do servidor para fora, se quiseres proteção contra incêndios e roubos. É um modelo diferente, mas faz sentido se és quem “fica com a chave” de todas as máquinas da casa ou do trabalho.
No meio disto tudo, a escolha não é só técnica. É também sobre o tempo e disciplina que queres gastar. Se usas Linux sobretudo como desktop, Déjà Dup ligado a uma cloud qualquer já é anos-luz melhor do que nada. Se tens dados de trabalho e obrigações legais, começa a olhar para Kopia ou Restic com mais seriedade. E se andas a construir um lab com velhas GeForce 10 recicladas e serviços auto-hospedados, como tantos que apostam em prolongar hardware com Linux, então Borg ou UrBackup deixam de ser hobby e passam a ser seguro de vida digital.
Fonte: It’s Foss
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