4 truques do Google Maps para gastares menos em combustível
O Google Maps não serve só para evitar multas de excesso de velocidade. Com duas definições bem escondidas e alguns hábitos antes de sair de casa, dá mesmo para cortar euros na bomba.
O Google Maps não serve só para evitar multas de excesso de velocidade. Com duas definições bem escondidas e alguns hábitos antes de sair de casa, dá mesmo para cortar euros na bomba.
Os preços dos combustíveis andam no modo alta tensão há demasiado tempo. Trocar de carro não é opção para a maioria das pessoas, conduzir menos também nem sempre é realista. O que sobra é espremer melhor cada litro. E aqui o Google Maps tem mais para dar do que parece, se entrares nas definições certas.
O Android Police lembrou um conjunto de funcionalidades do Google Maps pensadas precisamente para isto: escolher percursos mais eficientes, evitar engarrafamentos que queimam combustível parado e decidir onde abastecer sem pagar mais do que o necessário. Algumas já chegam a Portugal, outras continuam limitadas a poucos países.
Por definição, o Google Maps tende a privilegiar o percurso mais rápido. Mas, em muitos casos, não é o que consome menos combustível. Há uma opção específica para dar prioridade à eficiência energética, que convém ter ligada se queres gastar menos na bomba.
No Android ou iOS, faz assim:
A partir daqui, o Maps passa a ponderar consumo estimado de combustível a par do trânsito em tempo real, condições da estrada e simplicidade do percurso. Nem sempre vai sugerir a rota absolutamente mais rápida, mas tende a evitar percursos com muitas acelerações e travagens, subidas agressivas e ziguezagues urbanos sem necessidade.
Podes ir mais longe e dizer ao Maps que tipo de motor tens, para refinar a estimativa:
Os motores reagem de forma diferente ao tipo de percurso. Um carro a gasóleo costuma ser mais eficiente em autoestrada, um híbrido ganha em cidade e percursos com travagem regenerativa, um elétrico ainda mais. Se o Maps souber isto à partida, tem melhores dados para decidir entre duas rotas que parecem equivalentes.
O outro lado da poupança é óbvio: não pagar mais do que é preciso quando se pára para abastecer. O Google Maps tem vindo a integrar preços dos combustíveis diretamente na lista de postos, o que permite comparar rapidamente antes de sair da autoestrada ou do percurso habitual.
Segundo o Android Police, esta funcionalidade já está disponível nos Estados Unidos e Canadá, e passou a chegar ao Reino Unido em outubro. A mecânica é simples: pesquisar por “postos de combustível” ou “gas stations near me”, ver na própria lista os preços e abrir cada posto para consultar os valores por tipo de combustível (gasolina normal, premium, gasóleo).
Em Portugal e na maior parte da Europa continental, o cenário ainda é misto. O Maps mostra facilmente os postos mais próximos, horários e classificações, mas os preços raramente surgem preenchidos de forma consistente. Aqui, por agora, o truque é combinar o que o Maps faz bem, localização e rota, com apps ou sites dedicados a preços de combustível na zona. O conceito é o mesmo: não desviar quilómetros só para caçar cêntimos, mas evitar pagar mais 5 a 10 cêntimos por litro no posto mais caro do quarteirão.
O consumo dispara à medida que o ponteiro da velocidade se aproxima do zero em plena fila. Ficar parado ou às arrecuas em engarrafamentos é das formas menos eficientes de gastar combustível. A vantagem é que quase todos já usamos o Google Maps para fugir ao trânsito, só que muita gente abre a app já com o carro em andamento.
Vale a pena fazer este gesto antes de sair:
Às vezes, sair 10 minutos mais cedo ou mais tarde, ou escolher um eixo alternativo um pouco mais longo mas mais fluido, compensa claramente no consumo. O Maps já faz muita desta otimização automaticamente quando defines a navegação, mas olhar para o mapa de trânsito frio, sem instruções a falar por cima, ajuda a perceber padrões: que rotundas entopem sempre à mesma hora, que cruzamentos devem ser evitados em certos períodos.
É um daqueles hábitos que não parecem poupar muito num dia, mas ao fim do mês traduzem-se em menos combustível desperdiçado à espera que a fila ande dois metros.
No limite, tudo isto é o óbvio que se esquecia: não é preciso trocar de carro para gastar menos combustível. Basta ensinar o Google Maps a trabalhar a teu favor e não tratar o percurso diário como um dado adquirido. Quando o litro volta e meia ameaça os 2€, deixar a app no modo piloto automático é que começa a sair caro.
Fonte: Android Police
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