Tim Cook deixa a chefia da Apple, John Ternus assume hoje
Depois de 15 anos a comandar a empresa mais valiosa do mundo, Tim Cook passa o testemunho a John Ternus. A Apple entra oficialmente na era pós-Cook.
Depois de 15 anos a comandar a empresa mais valiosa do mundo, Tim Cook passa o testemunho a John Ternus. A Apple entra oficialmente na era pós-Cook.
Tim Cook deixa hoje o cargo de CEO da Apple. Quinze anos depois de ter sucedido a Steve Jobs, a transição para John Ternus fecha um capítulo raro na tecnologia: uma sucessão longa, estável e brutalmente lucrativa.
A Apple já tinha confirmado em abril a saída de Cook do cargo executivo, mas agora há data no calendário: 1 de setembro de 2026. Ternus, até aqui responsável máximo de engenharia de hardware, passa a CEO. Cook não abandona o navio, fica como presidente executivo do conselho de administração, com um papel explícito na relação com decisores políticos em todo o mundo. Tradução livre: menos dia-a-dia de produto, mais guerra regulatória em Washington, Bruxelas e afins.
Desde agosto de 2011, quando assumiu após os problemas de saúde de Jobs, Cook transformou a Apple na máquina de dinheiro que conhecemos. Sob a sua liderança nasceram o Apple Watch, os AirPods, o HomePod, o Vision Pro, serviços como Apple Music e Apple TV+, e um império de subscrições que hoje segura boa parte das receitas. O próprio artigo da MacRumors sublinha que a empresa tem batido recordes trimestrais de faturação em série, um detalhe que torna esta saída menos drama e mais gestão de calendário.
Nas palavras de Cook, ter sido CEO da Apple foi “o maior privilégio” da sua vida. Diz amar a Apple “com todo o seu ser” e agradece à equipa “engenhosa, criativa e profundamente cuidadosa” que trabalhou consigo. O tom é o esperado, mas o contexto é relevante: não está a sair empurrado por resultados, está a sair por idade, desgaste e porque nenhum executivo quer arriscar ficar associado ao declínio após o pico.
Sobre John Ternus, Cook puxa dos superlativos: “mente de engenheiro, alma de inovador e coração para liderar com integridade e honra”. Lembra que os seus contributos em 25 anos na empresa são “demasiados para contar” e chama-lhe, sem rodeios, “a pessoa certa para liderar a Apple para o futuro”. Ternus devolve o favor com optimismo corporativo clássico, dizendo estar feliz por saber que “as pessoas mais talentosas do planeta” estão na Apple, prontas para algo maior que cada indivíduo.
Para quem acompanha a Apple da perspetiva europeia, a mudança pode significar uma empresa ainda mais agressiva na frente política, com Cook a tempo inteiro a gerir a pressão da União Europeia, do Digital Markets Act e das multas antitrust. Já o novo CEO chega com ADN de hardware num momento em que a Apple tenta provar que ainda consegue surpreender em produtos, do iPhone dobrável à próxima vaga de dispositivos com IA. O legado de Cook mede-se em gráficos de bolsa, mas o de Ternus vai ser julgado pelo que aparecer no teu ecrã nos próximos anos.
Fonte: MacRumors
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