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Se compras um iPhone Duo, este extra caro é quase obrigatório

O primeiro dobrável da Apple já é caro o suficiente. Ignorar o seguro oficial pode ser o erro que transforma um azar numa fatura absurda.

Se compras um iPhone Duo, este extra caro é quase obrigatório
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O iPhone Duo chegou às lojas e, à superfície, a conta já assusta: cerca de $2.000 lá fora, o que em Europa rondará largamente acima dos 2.000€. A tentação óbvia é poupar em tudo o resto, de capas a seguros. No caso deste dobrável, essa poupança pode ser precisamente o erro caro que convém evitar.

Segundo o Engadget, a Apple publicou a grelha de preços de reparação do Duo e a leitura é clara: sem AppleCare+ ou AppleCare One, qualquer azar sério passa a ser um luxo. O ecrã externo de 5,4 polegadas fica em $379 fora da garantia. O ecrã interno, a estrela da companhia com 7,6 polegadas e acabamento nano-textured, está tabelado em $999 em caso de substituição. É mais do que um iPhone 17 novo ou um iPad mini bem equipado.

E não fica por aí. A reparação do vidro traseiro começa nos 199$. Bateria e câmara traseira sobem para $229 cada. Há ainda uma categoria de “outros danos” que custa 1.499$, onde cabem problemas na dobradiça, empenos, ou qualquer falha séria no interior, do armazenamento ao processador. Em termos práticos, é pagar mais do que o preço base de um MacBook Air para ressuscitar um telemóvel. Num dobrável, esse risco é estrutural, não é um cenário remoto.

Posto isto, a matemática do AppleCare muda de figura. Nos EUA, o AppleCare+ custa $20 por mês ou $200 por ano. O AppleCare One fica pelos mesmos $20 mensais na versão individual ou $50 para famílias. Em dois anos, estás a falar de $400 a 480$, menos de metade do valor de um único ecrã interno novo. Quem já tem um plano AppleCare One familiar ou individual a cobrir um iPhone anterior até pode integrar o Duo sem custo adicional.

Mesmo com o seguro, não é tudo grátis. As taxas de serviço baixadas pela Apple variam entre $19 para reparações da camada de cobertura e $99 para danos classificados como “outros”. Mas quando a alternativa é encostar um dobrável de 2.000$, esses valores passam a ser digeríveis. E importa lembrar que o AppleCare+ também cobre roubo e perda, embora com uma taxa associada de 149$. Para quem anda muito em viagem ou tem tendência a pousar o telemóvel e esquecer-se dele, essa parte é quase tão relevante como a proteção contra quedas.

Capas e proteção física continuam a fazer sentido, claro. A própria Apple vende uma capa para o Duo com rebordo elevado à volta dos ecrãs e da ilha de câmaras, precisamente para absorver impacto antes de este chegar ao vidro. O painel frontal traz Ceramic Shield 2, desenvolvido com a Corning, e o vidro traseiro também recorre a Ceramic Shield. A estrutura e a cobertura da dobradiça usam titânio. Ou seja, a metade “clássica” do telefone está relativamente bem defendida, e uma boa capa pode chegar.

O problema é o lado que realmente distingue o Duo: o ecrã interno dobrável. Para poder fletir, não tem Ceramic Shield, nem outra proteção rígida comparável. Uma queda com o aparelho totalmente aberto é o pior cenário. A isto junta-se a incerteza habitual dos primeiros anos de dobráveis: ainda não se sabe como aguenta a dobradiça a longo prazo, nem como reage a superfície nano-textured a unhas, partículas de pó ou até ao Apple Pencil. Noutras marcas, riscos e marcas permanentes no lado interno são um problema frequente. Não há razão sólida para assumir que aqui será totalmente diferente, sobretudo quando já surgiram relatos de ecrãs a racharem na dobradiça.

Neste contexto, o AppleCare deixa de ser um extra simpático e passa a funcionar quase como custo estrutural do Duo. Quem assina um dobrável de 2.000€, mas recusa pagar algumas centenas para limitar a fatura de um azar, está a jogar com probabilidades que, historicamente, não favorecem este tipo de hardware. A sensação de segurança não é abstrata, é uma diferença concreta entre pagar uma franquia de dezenas de euros ou repetir a compra inteira.

Há ainda outra conclusão menos confortável, mas honesta: se o acrescento do AppleCare+ te parece totalmente fora de questão, talvez o iPhone Duo também esteja. Um telemóvel deste preço, com um ponto único de falha caro e frágil no centro, não é para quem precisa de esticar o orçamento. Faz mais sentido ficar num iPhone tradicional, ou noutro modelo menos ambicioso, do que entrar no clube dos dobráveis sem margem para lidar com o primeiro azar. O Duo não é só um telefone caro, é um compromisso caro com manutenção e risco incluídos, como já tínhamos avisado em tudo o que convém saber antes de o comprar.

Fonte: Engadget

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