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Samsung SmartTag 3 encolhe, dura mais e finalmente fala com o iPhone

O novo localizador da Samsung fica mais pequeno, ganha alcance e autonomia, e deixa de ser exclusivo de telemóveis Galaxy. Entra a sério na guerra contra AirTags e futuros Pixel Tag.

Samsung SmartTag 3 encolhe, dura mais e finalmente fala com o iPhone
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

A Samsung percebeu que um bom tag de localização não pode viver fechado no seu próprio quintal. O novo Galaxy SmartTag 3 estreia-se com o mesmo preço de antes, cerca de $29,99 (~28€) por unidade ou $99,99 (~92€) pelo pack de quatro, mas com três mudanças que interessam mais do que qualquer retoque de design: é mais pequeno, aguenta mais tempo longe do carregador de pilhas, e finalmente funciona com iPhone e com Android que não seja Samsung, como explica o Gizmodo.

Em termos físicos, o SmartTag 3 encolhe 35% e fica 33% mais leve que o SmartTag 2. A Samsung abandona o anel integrado do modelo anterior e aposta num formato mais próximo de um AirTag, discreto e fácil de enfiar onde fizer mais sentido. A bateria continua a ser uma CR2032, mas a marca fala em mais 10% de eficiência energética, com até 550 dias em modo “normal” e até 790 dias em modo de poupança. Por outras palavras, é para colocar nas chaves ou na mochila e esquecer que existe durante ano e meio.

O alcance também sobe, e aqui o salto é menos subtil. Segundo a Samsung, o SmartTag 3 pode ser detetado até três vezes mais longe que o modelo anterior e oferece localização a “nível de centímetro” quando se usa o telemóvel para o encontrar. Na prática, é a tal direção com seta e distância que já se conhece de outros localizadores, mas afinada. Há ainda melhorias de rede: o Galaxy Find Network começa a ver o SmartTag 3 mais depressa depois de sair de alcance direto, reduzindo o buraco negro entre o momento em que te afastas do objeto e o instante em que a nuvem percebe que ele ficou para trás.

Na app, surgem mais ferramentas para quem gosta de saber por onde andam as coisas. O Gizmodo destaca a nova vista em bússola até cerca de 60 metros, alertas quando o tag sai de uma zona definida num geofence, histórico de localização com os percursos recentes e avisos de movimento. Tudo isto coloca o SmartTag 3 no mesmo campeonato dos item trackers modernos, onde as funcionalidades são praticamente lista de verificação: quem compra já espera estes extras, não são prémios.

O ponto realmente decisivo é outro. Pela primeira vez, um Galaxy SmartTag fala com iOS e com Android de outras marcas. Os modelos anteriores exigiam um telemóvel Samsung e a app SmartThings, o que limitava logo o público. Ao abrir a porta à concorrência, este SmartTag 3 torna-se uma alternativa real às AirTags da Apple e ao futuro Pixel Tag da Google. Não é apenas uma cortesia para quem tem um iPhone em casa, é também uma forma de não prender casais, famílias ou colegas a um único fabricante de telemóveis só porque alguém pôs um tag nas malas.

A Samsung promete ainda uma coleção de acessórios para pendurar o SmartTag 3 em bicicletas, pegas de malas, coleiras de animais de estimação ou mochilas de crianças. Nada disto é particularmente original, mas combinado com o novo tamanho mais discreto e a integração multi-plataforma, o produto passa de curioso a prático. Num mercado onde até a Apple tem vindo a relaxar barreiras em produtos como os Beats 360, que já aproximam mais o iOS do Android, ver a Samsung a seguir a mesma lógica nos localizadores dá um sinal claro: a fase dos acessórios fechados num só lado da cerca está a ficar sem graça. Agora falta ver se as redes que lhes dão força acompanham a ambição.

Fonte: Gizmodo

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