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Que marcas de TVs smart prometem atualizações durante mais anos

Samsung, LG e Hisense já têm compromissos públicos de longo prazo para o software das TVs. Sony, TCL e outras continuam numa zona cinzenta que deixa o consumidor a adivinhar.

Que marcas de TVs smart prometem atualizações durante mais anos
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

A televisão deixou de ser apenas um ecrã grande na sala. Hoje é mais um dispositivo ligado, com sistema operativo, apps, tracking e falhas de segurança que precisam de correção. A pergunta já não é só quantas polegadas ou quantos HDMI. É durante quantos anos é que a TV continua a receber atualizações.

Segundo o Engadget, a marca mais agressiva neste momento é a Samsung. Para TVs de 2024 em diante, a empresa garante sete anos de atualizações de software do Tizen, o sistema operativo baseado em Linux que corre nos modelos da marca. Alguns modelos de 2023 entram também nesta promessa. Na prática, uma TV Samsung comprada este ano deverá ter firmware e apps a funcionar até pelo menos 2031. Os modelos mais antigos ficam sem grandes novas versões, mas ainda podem receber correções pontuais, o que já é mais do que muita concorrência se compromete a fazer.

A LG segue um caminho intermédio. Em 2024 lançou o programa webOS Re:New, que promete quatro anos de atualizações de webOS para TVs a partir da gama de 2022. Há um atraso assumido de um ano: a versão de webOS que estreia num modelo novo só chega ao modelo do ano anterior no ano seguinte. Exemplo concreto: webOS 26 estreia nas TVs de 2026, as de 2025 recebem a mesma versão em 2027. Não é perfeito, mas é uma política pública e verificável, algo que falta a demasiadas marcas.

Depois há o bloco do “logo se vê”. A Sony não define um período único, cada modelo tem a sua própria data de fim de suporte escondida em páginas de apoio. Um dos exemplos apontados pelo Engadget mostra uma Bravia OLED de 2025 com fim anunciado em abril de 2029, enquanto outra Bravia de 2025 tem supostamente atualizações de segurança até junho de 2030. Quem compra não vê estes números na caixa nem nos folhetos. E convém lembrar que as TVs recentes da Sony usam Google TV, tal como muitos modelos da TCL, que também fala apenas em atualizações de segurança “tipicamente” durante dois anos após o primeiro envio, sem sequer referir TVs explicitamente na respetiva página de segurança.

Na Europa, o caso mais surpreendente é a Hisense. A marca aposta em força no seu próprio sistema VIDAA e, desde 2025, fala em suporte de “até” oito anos para muitos modelos baseados nesta plataforma. O detalhe importa: é “até” oito anos, não oito anos garantidos para todos, mas pelo menos existe uma fasquia pública. Em contraste, marcas que dependem de plataformas de terceiros, como Android TV, Google TV, Fire TV ou Roku, empurram a responsabilidade para quem faz o sistema operativo. No caso dos modelos com Fire OS, a própria Amazon fala em, no mínimo, quatro anos de atualizações de software e segurança para dispositivos Fire TV, o que dá uma referência mais concreta do que a maioria.

O que sobra para o consumidor é um cenário fragmentado: Samsung a puxar pelos sete anos, Hisense a falar em até oito no VIDAA, LG nos quatro anos com atraso, e depois um mar de notas de rodapé e promessas vagas. Em 2026, com TVs a custar 600€, 1.000€ ou bem mais, isto é curto. Ou as marcas alinham políticas claras e visíveis, como já acontece com os smartphones de topo, ou a compra mais racional passa a ser outra: uma TV o mais “burra” possível, com um bom painel, e um streaming box barato que possas trocar ao fim de alguns anos. O hardware aguenta, o problema é o software, e quem o trata como descartável está a assumir que a tua TV também o é.

Fonte: Engadget

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