MagSafe ou USB-C no MacBook: qual faz mesmo mais sentido?
Os dois carregam o teu MacBook, mas não da mesma forma. Segurança magnética ou cabo universal, a escolha tem mais detalhe do que parece.
Os dois carregam o teu MacBook, mas não da mesma forma. Segurança magnética ou cabo universal, a escolha tem mais detalhe do que parece.
Quem já viu um MacBook voar da mesa porque alguém tropeçou no cabo sabe porque é que a Apple ressuscitou o MagSafe. O conector magnético existe para isso mesmo: sacrificar o cabo, não o portátil.
O MagSafe dos MacBook atuais não tem nada a ver com o MagSafe do iPhone, que é basicamente Qi com ímanes colados em cima. Nos portáteis, o MagSafe é um conector proprietário, fino, com contactos expostos e ímanes fortes o suficiente para alinhar, mas fracos o suficiente para largar quando há puxão a sério. A geração em uso é a MagSafe 3, incompatível fisicamente com as anteriores, o que mostra bem a prioridade da Apple: design novo primeiro, continuidade depois.
Na prática, MagSafe ganha em duas frentes óbvias: segurança física e simplicidade. Se alguém passa no escritório, apanha no cabo e segue viagem, o mais provável é o cabo soltar-se, o que poupa quedas caras. E em termos de carregamento rápido, a Apple tratou de amarrar tudo no seu próprio kit. Com o adaptador de 140W (que por cá anda na casa dos 99€) e o cabo MagSafe certo, um MacBook Pro recente vai de 0 a 50 por cento em cerca de 30 minutos. Não há grande ciência de especificações, basta usar o tijolo e o cabo da Apple e está feito.
Do lado do USB-C, a história é menos bonita, mas bem mais flexível. O standard de USB-C anda normalmente nos 60W, metade do que o conjunto MagSafe consegue debitar. Existem cabos e carregadores USB-C a 100W ou 240W, incluindo um cabo oficial Apple de 240W, mas aqui o utilizador tem de fazer o trabalho de casa: garantir que o cabo aguenta, que o carregador respeita o USB PD (USB Power Delivery), que o portátil aceita aquela potência. A recompensa é óbvia, um único carregador USB-C decente chega para o MacBook, para o iPhone com porta USB-C, para o iPad e para metade dos gadgets que tens na mochila.
Para quem viaja, isto pesa. Levar um tijolo MagSafe dedicado mais o resto é absurdo quando um bom carregador GaN USB-C compacto resolve tudo. E nos MacBook Pro lançados depois de novembro de 2023, a Apple abriu a torneira: esses modelos aceitam até 240W via USB-C se tiveres cabo e carregador à altura. Ou seja, o argumento de que MagSafe é sempre o mais rápido começa a ficar curto. MagSafe continua a ser o mais limpo e mais previsível, mas o teto de potência do USB-C já não fica atrás.
No dia a dia, o equilíbrio é simples. Trabalhas quase sempre na mesma secretária, tens miúdos, animais ou colegas trapalhões a circular, e queres as portas USB-C todas livres para discos, monitores e docks, então MagSafe faz todo o sentido. Vives entre casa, escritório e cafés, queres reduzir o número de cabos e não te apetece pagar o prémio Apple por cada peça, aposta num bom carregador USB-C multiporta e esquece o dogma. A Apple dá-te as duas opções, mas a escolha prática depende menos da ficha e mais de quão disposto estás a viver com o caos controlado do USB-C.
Fonte: Engadget
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