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Kindle de 2024 ganha ditado por voz e notas manuscritas melhores

A atualização 5.20.1 já está a chegar aos Kindle lançados em 2024 e ao novo Scribe. Há ditado por voz, notas tipo post-it em mais livros e suporte direto para o comando remoto Kindle Click.

Kindle de 2024 ganha ditado por voz e notas manuscritas melhores
Ilustração digital | Pixel Magazine

A Amazon começou a distribuir a atualização de firmware 5.20.1 para os Kindle lançados em 2024 e para a terceira geração do Kindle Scribe. Segundo o MakeUseOf, é daquelas versões que mudam mesmo o uso diário: finalmente há ditado por voz no teclado, melhores ferramentas de anotação e suporte nativo para o novo comando remoto Kindle Click.

O destaque é o dictation em qualquer campo de texto. No Scribe e nos modelos de 2024, passa a aparecer um ícone de microfone no teclado no ecrã. Tocas, falas, e o Kindle transforma a fala em texto para pesquisas, títulos de cadernos, anotações ou renomear documentos. Não é magia, é aquilo que os leitores andam a ter no telemóvel há anos, mas num ecrã e-ink pensado para estar longe das distracções. Era estranho o Kindle continuar preso ao teclado táctil lento, a Amazon corrige isso tarde, mas corrige.

A atualização traz também notas manuscritas em formato sticky note para mais tipos de conteúdo. De acordo com o MakeUseOf, já é possível criar estes “post-its” em eBooks de layout fixo e em documentos pessoais. A ferramenta surge na barra de escrita ou no menu de acções ao selecionares texto, com um detalhe pouco intuitivo: precisas de ter pelo menos um caderno criado na secção Notebooks para o atalho aparecer. Continua a haver uma barreira artificial entre “livro” e “caderno” no software da Amazon, mas para quem escreve muito no Kindle Scribe é um passo na direcção certa.

Há ainda uma novidade discreta, mas importante: o firmware 5.20.1 inclui os drivers Bluetooth necessários para o Kindle Click, o novo acessório oficial que funciona como comando remoto para mudar de página. Como avança o MakeUseOf, o Click é compatível com todos os Kindle recentes e com qualquer modelo a partir de 2024, e faz mais sentido do que parece à primeira vista: ler na cama sem mexer quase as mãos, usar o leitor numa bicicleta estática ou num avião sem andar a esticar o braço para o ecrã. Quem já tinha um Kindle anterior fica de fora, o que mostra bem onde a Amazon traça a linha do suporte.

Em paralelo à atualização de software, a empresa apresentou três modelos revistos: um novo Kindle básico de 6 polegadas, um Paperwhite renovado e o Kindle Colorsoft com ecrã a cores. No texto do MakeUseOf, o modelo que mais chama a atenção é precisamente o Kindle de 6 polegadas, apresentado como o mais compacto de sempre, com 16 GB de armazenamento, até seis semanas de bateria e um desenho frontal totalmente plano. É a Amazon a seguir a tendência dos leitores mais pequenos e leves, depois de anos a empurrar ecrãs cada vez maiores. Quem leu o anúncio dos novos Kindle com alumínio e cores reconhece a estratégia: hardware afinado, depois software a apanhar a carruagem.

Como habitual, o firmware vem embalado em “melhorias de desempenho” e correcções de bugs, sem lista detalhada. Na prática, a leitura não muda, mas tudo o que é interação com texto e notas fica finalmente alinhado com o ano em que vivemos. Para quem usa o Kindle só para virar páginas, a atualização passa quase despercebida. Para quem sublinha, anota e agora dita texto, é o tipo de evolução que devia ser banal em leitores desta gama, mas que a Amazon continua a servir em prestações cuidadas. O recado fica dado: se quer que o Kindle seja mais do que um bloco de eBooks, o software tem de evoluir tão depressa como o hardware.

Fonte: MakeUseOf

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