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Garuda Linux leva Dr460nized e Mokka para o mundo NixOS

A equipa do Garuda lançou o Garuda Nix, que instala edições Dr460nized e Mokka baseadas em NixOS com KDE Plasma 6, Chaotic Nyx e suporte a sistemas efémeros. Ainda é pré-lançamento, por isso é terreno para quem gosta de viver em beta permanente.

Garuda Linux leva Dr460nized e Mokka para o mundo NixOS
Ilustração digital | Pixel Magazine

O Garuda Linux decidiu aproximar-se de NixOS sem meias-medidas. Segundo o 9to5Linux, a equipa anunciou hoje o Garuda Nix, novo nome do antigo Garuda Nix Subsystem, que passa de add-on discreto a forma oficial de instalar edições Dr460nized e Mokka baseadas em NixOS, com tudo o que isso implica em configurações declarativas e sistemas mais fáceis de reconstruir.

Até agora, o subsistema servia como extra numa instalação Garuda Linux “normal”, permitindo ter uma instalação NixOS na mesma partição através de um subvolume Btrfs em dual-boot. Agora foi rebatizado como Garuda Nix e pode ser usado logo a partir do sistema live do Garuda. A ideia é simples: arrancas o live, corres o instalador e sais de lá com um NixOS personalizado ao estilo Garuda, sem malabarismos manuais com partições.

Para já, só há duas variantes suportadas pelo Garuda Nix Installer, baseado no Calamares: as edições Dr460nized e Mokka com KDE Plasma. O detalhe interessante, descrito pelo 9to5Linux, é que o instalador permite escolher qualquer uma das duas independentemente da ISO descarregada, instala um sistema assente em Nix e aplica presets pré-definidos nos módulos garuda-*. Os mesmos dotfiles das ISOs Arch-based do Garuda foram portados para NixOS, o que significa que quem já conhece o ambiente Dr460nized ou Mokka se vai sentir em casa, só que com um motor diferente por baixo.

Há mais um ingrediente: Chaotic Nyx, o equivalente para Nix do repositório Chaotic-AUR, vem ativo de origem, tal como uma configuração flake em /etc/nixos para servir de ponto de partida. O Calamares mantém as opções relativamente simples, mas quem quiser mais controlo tem um instalador em linha de comandos (install-garuda-nix) com truques extra. O principal argumento é a configuração facilitada de Impermanence, um módulo NixOS que permite apagar dados não persistentes a cada arranque, usando rollback Btrfs ou um tmpfs como raiz em EXT4. Para quem anda a testar software e gosta da ideia de “formatação automática” a cada reboot, é ouro. Para uso diário descuidado, é receita certa para sustos.

O anúncio oficial no blog do Garuda sublinha que estas edições baseadas em NixOS ainda são consideradas pré-lançamentos. Traduzindo: isto é para brincar em máquinas de teste, não para pôr o portátil de trabalho ou o servidor do laboratório escolar em cima. Depois da instalação, o resultado é um NixOS completo, com o layout Dr460nized ou Mokka, KDE Plasma 6.7.5, KDE Frameworks 6.30, KDE Gear 26.08 e o kernel Linux 7.2, um conjunto bem atual para quem segue de perto o desktop KDE.

Para quem olha para NixOS como algo demasiado esotérico, empacotar tudo num instalador gráfico com presets agressivos ao estilo Garuda pode ser a porta de entrada que faltava. A outra face da moeda é óbvia: concentras ainda mais decisões num conjunto pequeno de mantenedores e transformas um sistema famoso pela robustez declarativa numa distribuição fortemente opinativa, com repositórios adicionais e módulos exóticos como Impermanence ativados em poucos cliques. Num mundo em que nenhuma distro Linux é realmente segura só por existir, Garuda Nix é mais uma experiência em cima de outra experiência. Excelente playground para curiosos, má ideia para quem só quer que o computador ligue e fique quieto.

Fonte: 9to5Linux

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