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Elden Ring chega finalmente à Switch 2 em edição completa

FromSoftware leva o colosso de 2022 para a próxima consola da Nintendo com Tarnished Edition, expansão incluída e extras que também aterram em PlayStation, Xbox e PC.

Elden Ring chega finalmente à Switch 2 em edição completa

A espera acabou: Elden Ring tem finalmente data de lançamento na Switch 2. A FromSoftware e a Bandai Namco marcaram a chegada para 28 de agosto, numa versão batizada de Tarnished Edition que junta logo de início o jogo base e a expansão Shadow of the Erdtree. Em vez de um simples port tardio, a Nintendo recebe o pacote “tudo em um”, como convém a um RPG que já é peça central da década.

Esta Tarnished Edition não se fica pelo conteúdo existente. A edição inclui ainda duas novas classes iniciais, novo conjunto de armaduras e opções adicionais de personalização para o Torrent, o cavalo-espectro que é meio par de botas em mundo aberto. Importa sublinhar: estes extras não ficam presos à consola da Nintendo, serão também vendidos em separado para PlayStation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC. Ou seja, isto não é um mimo exclusivo para empurrar vendas de hardware, é mais uma camada de monetização num jogo que continua a gerar receita quatro anos depois.

Elden Ring saiu em 2022 e passou depressa de sucesso esperado a fenómeno global, com mais de 30 milhões de cópias vendidas. Pelo meio ganhou a expansão Shadow of the Erdtree, apontada por muitos como o melhor conteúdo adicional que a FromSoftware já fez, e ainda um spin-off multijogador, Nightreign, que tenta prolongar a vida da marca com serviço contínuo. A chegada tardia à Switch 2 estava prometida para o ano passado, mas foi empurrada para 2026 “para permitir ajustamentos de performance”. Traduzindo: meter as Terras Intermédias a correr num chip portátil continua a ser um desafio nada trivial.

Para quem joga em Portugal, a questão não é se o jogo vale a pena na Switch 2, mas que concessões técnicas vai exigir. A Eurogamer original já em 2022 lhe chamou “grandioso”, “misterioso” e “um pouco mais acolhedor” do que os souls anteriores. Nada disso muda com o hardware. O que muda é o compromisso entre resolução, fluidez e portabilidade. A Switch atual já habituou a malta a ports a 30 fps com resolução dinâmica agressiva. A Switch 2 tem obrigação de fazer melhor. Se o atraso serviu para garantir um alvo estável e sem soluços grotescos em combates de bosses, talvez tenha sido um mal necessário.

Há ainda o lado quase simbólico. Ver um colosso como Elden Ring aterrar na consola da Nintendo reforça a ideia de que a próxima geração portátil da marca quer ser mais do que a máquina de Zelda, Mario e indies. Para muitos jogadores que vivem do comboio, avião e sofá partilhado, ter esta epopeia na mochila pode pesar mais na decisão de compra da Switch 2 do que mais um exclusivo colorido. Resta saber se a tradução técnica acompanha o estatuto do jogo ou se vamos ter mais um caso em que o sonho de mundo aberto ambulante fica encostado pela versão de secretária.

Enquanto isso, a marca continua a sair do ecrã. A adaptação ao cinema de Elden Ring já está em produção, com estreia marcada para 3 de março de 2028. O filme, realizado por Alex Garland e produzido pela A24, traz Cailee Spaeny num dos papéis principais e um elenco que inclui Ben Whishaw, Kit Connor, Peter Serafinowicz e Nick Offerman. Fala-se num orçamento “bem acima” dos 100 milhões de dólares, sinal de que as Terras Intermédias passaram de nicho punitivo a franchise multimédia com expectativas de blockbuster. O jogo na Switch 2 insere-se nesse movimento: mais plataformas, mais formatos, mais formas de espremer um mundo que nasceu pensado para te esmagar.

Fonte: EuroGamer

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