Como usar o Wireless PowerShare num Samsung Galaxy em minutos
Alguns Galaxy conseguem carregar outros dispositivos sem fios, mas a função vem escondida nas definições. Explicamos como a ativar e quando faz (e não faz) sentido usá-la.
Alguns Galaxy conseguem carregar outros dispositivos sem fios, mas a função vem escondida nas definições. Explicamos como a ativar e quando faz (e não faz) sentido usá-la.
Há uma hipótese de salvação quando o telemóvel de alguém está prestes a morrer e não há power bank à vista: muitos Samsung Galaxy recentes conseguem carregar outros aparelhos por carregamento sem fios. A Samsung chama-lhe Wireless PowerShare e, usada com cabeça, pode evitar ficar desligado do mundo a meio do dia.
A função está disponível para dar e receber carga nos Galaxy S20 a S26 (e também no S10), Note 10 e Note 20, nas séries Z Fold, Z Flip e no Z TriFold. Alguns modelos mais antigos, como os Galaxy S7, S8, S9, Note8 e Note10, não conseguem partilhar energia mas conseguem recebê‑la. Ou seja, mesmo o “velhote” pode mamar bateria de um topo de gama recente.
Antes de mais, certifica-te de que o Galaxy que vai dar energia tem carga suficiente. A Samsung só deixa usar PowerShare se o telemóvel tiver mais de 30% de bateria, e a partilha desliga-se automaticamente quando desce abaixo desse valor. É o mínimo de bom senso que a marca aplicou a uma ideia que, por si só, já é agressiva para a bateria.
Se tudo estiver bem, o outro dispositivo deve indicar que começou a carregar. Pode ser outro telemóvel, uns Galaxy Buds, um Galaxy Watch compatível ou até outro aparelho qualquer com certificação WPC Qi, incluindo iPhones. O sistema não é esquisito em marcas, interessa é falar a mesma “língua” Qi.
Se ligas o PowerShare e nada acontece, assume que o problema é físico antes de culpar o software. As bobinas de carregamento sem fios são pequenas e caprichosas. Se não estiverem bem alinhadas, a energia não flui.
Se nada resultar, confirma se o aparelho que queres carregar suporta Qi. Sem isso, não há milagres. Nos Galaxy mais antigos que só recebem e não partilham, lembra-te de ativar o PowerShare no modelo mais recente, nunca no que está a precisar de bateria.
Na prática, o Wireless PowerShare é um truque de emergência, não um substituto sério para um carregador ou para um power bank dedicado. O próprio Engadget sublinha o óbvio: carregamento sem fios desperdiça muito mais energia do que carregamento por cabo e gera muito mais calor. No contexto do PowerShare, isso sente‑se bem.
Carregar outro telemóvel em cima do teu Galaxy é lento. Lento ao ponto de um simples carregador portátil barato ser incomparavelmente mais eficiente. Há perdas significativas na passagem de energia, que se transformam em calor. E calor é precisamente o que mais envelhece as baterias de iões de lítio dos dois aparelhos envolvidos. Se já tens dúvidas sobre a saúde da bateria, acrescentar mais ciclos quentes não ajuda, como também se explica num dos nossos textos sobre carregamento lento em topos de gama.
Mesmo assim, o PowerShare faz sentido em cenários muito concretos. Dar uns minutos de vida ao telemóvel de alguém para poder chamar um táxi. Pôr uns auscultadores sem fios a ganhar bateria numa viagem curta. Reanimar um smartwatch só o suficiente para registar uma corrida. Situações de recurso, não o teu plano A diário.
Usa o Wireless PowerShare quando:
Evita usá-lo quando:
Em resumo, o Wireless PowerShare é um seguro de último recurso. A tecnologia funciona, a compatibilidade é ampla e pode mesmo salvar o dia, mas a física não perdoa: é ineficiente, aquece e gasta a bateria de quem ajuda. Convém manter o truque na manga, não usá-lo como desculpa para deixar o carregador em casa.
Fonte: Engadget
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