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Como pôr Android Auto num carro antigo usando só o que já tens

Não precisas de trocar de carro para ter Android Auto. Com um tablet ou telemóvel Android encostado na gaveta, dá para montar um sistema de infotainment bastante decente sem grandes gastos.

Como pôr Android Auto num carro antigo usando só o que já tens
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Carros com ecrãs grandes e Android Auto parecem normais em 2026, mas muita gente continua a conduzir máquinas impecáveis com rádios de outro século. Segundo o How-To Geek, há uma forma relativamente simples de aproximar esses carros da realidade atual usando um tablet ou telemóvel Android que já tenhas em casa. Não é magia de hackers, é tirar partido do que o próprio Android Auto já faz.

A base do truque é perceber que o Android Auto vive no telemóvel, não no carro. O carro apenas recebe o sinal, como se fosse um monitor com toque. É exatamente isso que a app Open Headunit emula: transforma um dispositivo Android num “head unit” compatível, capaz de receber Android Auto por cabo ou sem fios. O How-To Geek explica que isto não é um launcher a imitar a interface, é a interface oficial do Android Auto, projetada a partir do telemóvel.

O processo passa por instalar o Open Headunit num tablet Android (ou mesmo num Amazon Fire, com algum trabalho extra). A app está paga na Play Store, mas o código e o APK estão disponíveis de forma gratuita no GitHub do projeto, que é a fonte mais direta para quem quer controlar o que instala. Depois de abrir a app, há um “Quick Setup” que ajusta logo várias opções ao hardware que tens. A seguir é ir às definições, escolher o modo de ligação, por exemplo Wi-Fi, e ativar o chamado “Wireless Helper” com Wi-Fi Direct para facilitar a ponte com o telemóvel.

A partir daqui, o tablet passa a portar-se como se fosse o ecrã de um carro moderno. Entras no carro, o telemóvel liga-se por cabo ou sem fios, e o Android Auto aparece no tablet com Google Maps, Spotify, chamadas e tudo o resto, mas sem estares a mexer no telemóvel. Claro que falta a parte física: suporte decente para o tablet, gestão dos cabos, e idealmente integração com o áudio do carro através de Bluetooth ou entrada auxiliar. Quem achar que isto é “demasiado DIY” provavelmente está mais perto de trocar de carro do que de montar o seu próprio sistema.

Há ainda a opção de usar o próprio telemóvel como ecrã de Android Auto, algo que o Google matou oficialmente, mas que algumas apps tentam ressuscitar. O problema é que um telemóvel colado ao vidro com cabos pendurados é um compromisso visual e funcionalmente pior do que um tablet bem montado, e a fronteira com a distração começa a ficar ténue. O que o How-To Geek mostra é que um tablet esquecido na gaveta pode ser um compromisso aceitável entre segurança, conforto e custo.

Convém lembrar o óbvio: isto não transforma um carro antigo num veículo novo. Não ganhas integração com comandos no volante nem microfones dedicados desenhados para o habitáculo, e dependes sempre da qualidade da ligação entre o telemóvel e o tablet. Mas para quem olha para os preços dos carros novos com ecrã e suspira, a ideia de reciclar um velho tablet Android no tablier, como já se viu aliás num outro guia sobre dar uma segunda vida ao tablet no carro, continua a ser das formas mais racionais de aproximar um carro antigo das comodidades de 2026.

Fonte: How-To Geek

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