Budgie 10.10.3 dá liberdade total aos ícones do ambiente de trabalho
A nova manutenção do Budgie foca-se em detalhes que mexem mesmo com o dia a dia: ícones soltos no desktop, applets de volta, favoritos no menu e uma lista longa de bugs arrumados.
A nova manutenção do Budgie foca-se em detalhes que mexem mesmo com o dia a dia: ícones soltos no desktop, applets de volta, favoritos no menu e uma lista longa de bugs arrumados.
O Budgie 10.10.3 já está cá fora e a lista de mudanças é mais interessante do que o número de versão faz pensar. A equipa Buddies of Budgie continua na linha Wayland-only iniciada no 10.10, mas desta vez mexe directamente na forma como se usa o ambiente de trabalho, em vez de se ficar por optimizações invisíveis.
A alteração mais óbvia é quase anacrónica em 2026: podes finalmente colocar os ícones do ambiente de trabalho onde quiseres, sem grelhas rígidas. Parece um detalhe menor, mas é o tipo de controlo que muita gente ainda espera de um desktop clássico, sobretudo quem vem de Windows ou de outros ambientes gráficos mais permissivos. A isto junta-se o regresso do applet de disposição do teclado, a possibilidade de escolher o monitor principal e melhorias na integração com o Labwc, que agora passa a ouvir directamente o budgie-daemon.
Segundo o 9to5Linux, o Budgie 10.10.3 activa ainda suporte opcional para o fornecedor oo7 Secret Service no GNOME Keyring, adopta a especificação de thumbnails do Freedesktop.org e permite que o painel lateral Raven se estenda entre o topo e o fundo do ecrã. Há também um novo espaço de Favoritos no menu Budgie, pensado para fixar as apps mais usadas e reduzir o tempo perdido em listas e subcategorias, algo que qualquer ambiente moderno devia tratar como básico.
Os ajustes de usabilidade continuam: volta a haver foco correcto no teclado ao abrir o menu Budgie com a tecla Super, passa a existir suporte imediato para teclas multimédia e teclas de atalho dedicadas para terminal, calculadora, navegador, gestor de ficheiros e media player, e o widget de monitorização de recursos do Raven muda para libgtop. É um pacote de alterações modesto em aparência, mas que ataca irritações concretas em vez de prometer grandes revoluções gráficas.
Onde esta versão mostra mais trabalho de bastidor é na secção de correcções. O Budgie 10.10.3 resolve situações que facilmente estragam a sessão: ícones da última linha a ficarem escondidos por um painel inferior, o painel a desaparecer ao arrastar apps do menu para o desktop, a barra de espaços de trabalho a disparar para o mínimo ou máximo em vez de andar um passo de cada vez e um freeze na Crystal Dock ao alternar os ícones do ambiente de trabalho. Além disso, são corrigidos um jitter na Tasklist em painéis com menos de 40 px, o minimizar a não fazer nada em apps como o Firefox, a mudança de workspace a limpar todos os botões da tasklist, agrupamento errado de apps Electron (como Proton Pass e Proton Mail) e um diálogo Polkit que podia ficar pendurado a gastar CPU e a bloquear logout, reinícios e shutdown.
A equipa resolve ainda erros de tipo no System Tray vindos de apps Wine que conseguiam deitar abaixo a sessão em jogos lançados via Lutris, o estado Não Incomodar que se desencontrava entre o Raven e o applet de notificações, e problemas a partilhar o fundo do ecrã com o ecrã de login. Os detalhes completos estão no anúncio oficial da versão, mas a leitura rápida é simples: menos crash, menos arestas e mais controlo visual. A actualização deve começar a chegar em breve aos repositórios estáveis das distribuições mais populares que usam Budgie. Quem integra distros pode ir buscar já o código-fonte, e quem anda a pensar em trocar de ambiente gráfico no Linux ganha aqui mais um argumento a juntar ao que já se viu com projectos como o GNOME nas suas últimas versões.
Fonte: 9to5Linux
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