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Battlefield 6 puxa de Top Gun e renasce o modo Carrier Assault

A Temporada 4 traz o maior mapa do jogo, combate naval a sério e um cruzamento com Top Gun que mexe mesmo na jogabilidade, não só no guarda-roupa digital.

Battlefield 6 puxa de Top Gun e renasce o modo Carrier Assault

Battlefield 6 anda a tentar recuperar a confiança depois de uma receção morna, e a Temporada 4 pode ser o primeiro passo sério nessa direção. A Electronic Arts e a Battlefield Studios decidiram ir buscar aviões, navios e nostalgia, com um cruzamento oficial com Top Gun que não se fica por fatos de voo bonitos.

A partir de 21 de julho, no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S, começa a nova temporada dividida em três fases. A Fase Um, Pacific Front, estreia Tsuru Reef, o maior mapa de Battlefield 6 até agora e o primeiro a apostar em combate naval. Chegam dois veículos de água, o RCB-90 Patrol Boat e o RHIB, para lá de três armas novas: a Bren 3 Carbine, a EF88 Assault Rifle e a VSSM DMR, que pode ser modificada para disparo totalmente automático. É um pacote robusto, mas a sensação clara é que isto é o aquecimento para o verdadeiro prato forte.

Esse destaque cai na Fase Dois, a 18 de agosto, quando a colaboração com Top Gun entra em força. O jogo recebe versões licenciadas dos aviões do filme, com o icónico F-14 Tomcat (renomeado para F-74A Seacat no jogo) e o F/A-18 Super Hornet, aqui F/A-81F Super Spectre. Mais do que nomes, são os primeiros caças de dois lugares da série desde Battlefield 2, o que muda bem a dinâmica aérea. Ter piloto e operador de armas a trabalhar em conjunto é algo que os fãs pedem há anos e, por uma vez, a nostalgia não está a ser vendida apenas em forma de skin.

É também nesta fase que regressa Wake Island, baseada na versão de Battlefield 5, agora com dois porta-aviões como pontos de spawn para cada equipa. Isto liga-se ao outro regresso importante: Carrier Assault, o modo adorado em Battlefield 4, volta com o nome Carrier Strike. O objetivo continua simples, afundar o porta-aviões inimigo, mas a execução quer ser mais ambiciosa: o estúdio fala em dependência real de combate em terra, ar e mar para quebrar defesas. O detalhe menos simpático é que Carrier Strike será um modo de tempo limitado e preso ao “universo” Top Gun, com personagens e vozes inspiradas nos filmes. Em vez de integrar um modo clássico no jogo base, a EA encosta-o a uma campanha promocional com data de validade.

Além disso, a Fase Dois traz ainda a Desert Tech HTI, anunciada como a espingarda de sniper de maior alcance em BF6, e um modo inspirado em Top Gun para o Gauntlet, a vertente free-to-play Redsec. Chama-se Fighter Sweep e é focado exclusivamente em combate aéreo com os novos jatos de dois lugares, um campo de treino perfeito para quem quer dominar a dupla piloto-atirador sem o caos total dos modos principais.

Depois de anos de shooters de serviço em piloto automático, ver uma grande série como Battlefield a arriscar com mapas gigantes, combate naval dedicado e uma colaboração licenciada que mexe mesmo nas regras de jogo é um sinal de que ainda há vida fora da fórmula “skin premium e passe de batalha”. Se isto chega para colar de volta quem saltou para outros FPS é outra conversa, mas pelo menos a Temporada 4 parece ter mais substância do que a média recente da EA.

Fonte: Eurogamer

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