Apple Watch Series 12 vs Ultra 4: qual faz mesmo sentido comprar
Os dois novos relógios da Apple partilham sensores, chip e métricas de recuperação. A diferença real está no pulso que tens e no uso que lhe vais dar, não nas novidades de marketing.
Os dois novos relógios da Apple partilham sensores, chip e métricas de recuperação. A diferença real está no pulso que tens e no uso que lhe vais dar, não nas novidades de marketing.
A Apple afinou o alinhamento de relógios para 2026 e pôs a decisão onde dói mais: no preço. O Apple Watch Series 12 e o Apple Watch Ultra 4 partilham praticamente todo o cérebro. Chip S11, 4GB de RAM, 64GB de armazenamento e o novo Health Sensing System que mede a frequência cardíaca de cinco em cinco segundos ao longo do dia. As novidades de software são comuns: Readiness, HRV de recuperação, vitais diurnos, melhor contagem de passos, alertas de hipertensão, avisos de apneia do sono, Sleep Score. Em saúde do dia a dia, o Ultra já não compra nada de extra.
O que continua a separar os dois é a carcaça e o estilo de vida que cada um tenta vender. O Series 12 mantém o design arredondado e mais fino, com vidro a curvar nas bordas. Vem em alumínio, titânio polido e, pela primeira vez nesta geração, cerâmica polida. O Ultra 4 insiste na caixa única de 49 mm em titânio jateado, mais espessa, com bordas elevadas a proteger o cristal frontal plano. É o relógio que grita “deserto, montanha e mergulho” mesmo que o trajeto mais radical do dia seja o metro em hora de ponta.
Em ecrã, o Ultra 4 tem vantagem: maior área útil, 1.245 mm² de display, mais brilho (até 3.000 nits contra 2.000 do Series 12) e mostradores exclusivos como Wayfinder, Modular Ultra e Orienteering, com Night Mode. Some-se o botão Action personalizável, a sirene de 86 dB, colunas duplas e um sistema de microfones mais sério para vento e chamadas. O GPS também sobe de nível com sinal de dupla frequência (L1 e L5) e mais constelações suportadas, enquanto o Series 12 fica no L1 tradicional, apesar de continuar perfeitamente adequado para corrida urbana e ginásio.
A bateria é onde o Ultra se justifica sem discussão. Até 50 horas de uso normal, 84 horas em modo de baixo consumo, 45 horas de treino prolongado com GPS em modo máximo. O Series 12 fica pelas 24 horas normais, 38 em poupança e 25 em treino prolongado com GPS ativo. Em mergulho e água, a diferença é ainda mais clara: 100 m de resistência, certificação EN13319 para mergulho recreativo e profundímetro até 40 m, contra 50 m de resistência e profundímetro até 6 m no Series 12. Para quem faz realmente mergulho ou montanhismo pesado, o Ultra não é “luxo”, é ferramenta.
Nos preços, a Apple deixou o menu mais confuso. Lá fora, o Series 12 em alumínio começa nos $399, enquanto o Ultra 4 arranca nos $799, quase o dobro. O fosso encolhe com o Series 12 em titânio a partir de $699 e torna-se absurdo com a nova opção de cerâmica, que começa nos $899. Ou seja, podes pagar mais por um Series 12 mais pequeno e com menos bateria do que por um Ultra 4. A isto somam-se ainda as versões Hermès, já naquele território em que se compra sobretudo estatuto.
Se tirarmos o ruído, fica simples. Para a maioria das pessoas, o Series 12 é o relógio certo: mais leve, mais discreto, mais barato na versão em alumínio, com os mesmos sensores e métricas de recuperação do Ultra 4. Quem vive entre reuniões, treinos no ginásio e umas corridas em estrada não vai tirar partido real da profundidade extra, dos 9.000 m de altitude suportados ou da sirene. O Ultra 4 continua a ser o modelo para quem tem uma prática séria de montanha, desportos de aventura ou mergulho a valer. O resto é sobretudo estética, ego e o prazer muito específico de ver um tijolo de titânio a ocupar o pulso.
Fonte: MacRumors
Comentários · 0