Um topo de gama que deixa de ter rede de um momento para o outro é tudo o que a Apple não quer associar ao iPhone 18 Pro Max. Mas é isso que está a acontecer a alguns clientes da operadora norte‑americana AT&T, que viram o telemóvel perder serviço móvel de forma permanente. Segundo o MacRumors, a Apple já confirmou o problema e está a orientar estes utilizadores para uma solução pouco elegante: troca total do aparelho.
A empresa fala em “pequeno número” de unidades afetadas, mas nas comunidades de suporte da Apple e noutros fóruns somam‑se queixas de perda completa de serviço, sem chamadas, SMS ou dados. Em resposta, a Apple empurrou duas camadas de mitigação: o iOS 27.0.1, lançado no início da semana, e uma atualização de definições de operadora da AT&T, disponibilizada ontem. A mensagem oficial é clara, todos os donos de um iPhone 18 Pro Max são fortemente aconselhados a instalar já o iOS 27.0.1.
Estas correções, no entanto, só servem para tentar evitar novos casos. Para quem já ficou com o iPhone “mudo”, a história é outra. A Apple admite que os aparelhos afetados não conseguem recuperar serviço com nenhuma atualização de software. A recomendação é contactar o suporte da Apple ou da AT&T, ou dirigir‑se a uma Apple Store ou loja da operadora para substituição do dispositivo. Na prática, é tratamento de programa de reparação alargada, só que sem o selo oficial ainda. E aqui entra uma questão de transparência: sem um programa formal, cada loja pode gerir prazos e critérios de forma menos previsível.
Curiosamente, o problema parece limitar‑se aos iPhone 18 Pro Max vendidos nos EUA na rede AT&T. De acordo com o MacRumors, estes modelos usam o modem Snapdragon X80 da Qualcomm, enquanto as variantes vendidas na Europa e no resto do mundo vêm com modem próprio da Apple, o C2. A marca não diz qual é a causa técnica da falha, nem se a diferença de modem pesa na equação, mas a delimitação ao universo AT&T sugere que o bug vive num triângulo estranho entre hardware, firmware de modem e rede da operadora.
Para quem está deste lado com um iPhone 18 Pro ou Pro Max, o episódio serve sobretudo de lembrete: problemas sérios também acontecem nos modelos mais caros e mais mediáticos. A prioridade continua a ser manter o sistema em dia, sobretudo depois de um salto de versão como o iOS 27, que além de novidades como o novo alerta anti‑burla já trouxe uma primeira vaga de correções críticas. Vale a pena espreitar as notas da atualização e garantir que o telemóvel não fica parado numa versão problemática só porque “funciona”.
Falta perceber se a Apple vai assumir este caso com um programa de serviço globalmente visível, como fez no passado com baterias e teclados, ou se o tema fica circunscrito a AT&T e ao mercado norte‑americano. A mensagem atual é um compromisso mínimo: mitigação por software para todos, troca de unidade para quem teve azar. Para um produto que se vende como referência absoluta de fiabilidade, a fasquia devia ser um pouco mais alta do que “volta à loja e logo se vê”.
Fonte: MacRumors
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