Spyro: A Realm Beyond é oficial e chega na primavera de 2027
O primeiro jogo novo de Spyro em quase 20 anos. Tom Kenny de volta à voz e selo conjunto Toys for Bob e Activision sob a asa da Microsoft
O primeiro jogo novo de Spyro em quase 20 anos. Tom Kenny de volta à voz e selo conjunto Toys for Bob e Activision sob a asa da Microsoft
Spyro volta a ter jogo novo quase 20 anos depois e não é mais um remaster polido. Spyro: A Realm Beyond foi anunciado pela Toys for Bob, em colaboração com a Activision agora dentro da Microsoft, com janela de lançamento apontada à primavera de 2027. Para quem cresceu entre a PlayStation 1 e a 2, isto é basicamente ressuscitar um mascote que andava a viver de memórias.
O detalhe mais imediato para os puristas é simples: Tom Kenny, a voz original do dragão roxo, está de regresso ao papel. O tipo que também deu vida ao SpongeBob volta a definir o tom de Spyro, que é mais importante do que parece. Em jogos de nostalgia, a voz certa vale quase tanto como o salto certo. Se a Activision se tivesse esticado a poupar aqui, o backlash era garantido.
O novo título promete ser “uma aventura completamente original, com um mundo novo, exploração expandida e jogabilidade que evolui a experiência clássica”. Marketing fala sempre bonito, mas há um ponto concreto que se destaca: é o primeiro jogo da série com um sistema de voo de dragão digno desse nome. Ou seja, não é só planar um bocado em níveis lineares, é mesmo voar a sério, com liberdade e mecânicas próprias. Se isto for bem executado, muda a forma como se pensa o desenho de níveis em Spyro.
Para o jogador em Portugal, o contexto é outro: Microsoft a controlar a Activision significa que a probabilidade de *A Realm Beyond* entrar no Xbox Game Pass no dia um é alta. Isto baralha logo a conversa do preço de lançamento nas lojas físicas tipo Worten ou FNAC, sobretudo para quem joga em consola Xbox e já paga subscrição. Em PlayStation e PC a história será diferente, com o preço tradicional AAA, mas por enquanto não há valores nem plataformas confirmadas oficialmente.
Há também uma questão de identidade. A trilogia *Reignited* mostrou que ainda há apetite para plataformas coloridos, mesmo num mercado dominado por mundos abertos cinzentos e serviços live. Agora, a fasquia sobe. Se *A Realm Beyond* não trouxer novidades reais, arrisca-se a ser um *greatest hits* com voo e pouco mais. Se for demasiado ambicioso, perde o ADN de jogo acessível, com níveis contidos e colecionáveis bem marcados. A Toys for Bob tem historial a equilibrar isto, mas aqui está a mexer num ícone de museu.
Entre tantos reboots mornos, um novo Spyro com mecânicas centrais mexidas é, pelo menos, um risco interessante. Se correr bem, pode puxar outros mascotes dos anos 90 para fora do arquivo. Se correr mal, Spyro volta para a prateleira ao lado do Crash durante outra década. Para já, há uma data aproximada e a promessa de finalmente voarmos como um dragão, não só fingirmos que sim.
Fonte: Variety
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