Kali Linux 2026.3 chega com Linux 7.1, Plasma 6.7 e mais ferramentas
A distro de pentest da Offensive Security passa para o kernel 7.1, suporta KDE Plasma 6.7, renova ícones e dá um salto no NetHunter para telemóveis Android.
A distro de pentest da Offensive Security passa para o kernel 7.1, suporta KDE Plasma 6.7, renova ícones e dá um salto no NetHunter para telemóveis Android.
Quem vive de pentests e auditorias de segurança não muda de distro de ânimo leve, mas o Kali Linux 2026.3 dá motivos para pelo menos marcar a atualização na agenda. A nova snapshot estável já vem com Linux 7.1, suporte para KDE Plasma 6.7 e uma fornada de ferramentas pensada para caçar bugs mais depressa.
Quatro meses depois da versão 2026.2, a Offensive Security empurra o Kali para o kernel Linux 7.1 e adiciona o KDE Plasma 6.7 como ambiente de trabalho suportado. Quem preferir estabilidade continuada não precisa de se assustar, o Xfce 4.20 continua a ser o desktop por omissão. Para quem anda a seguir a evolução do Plasma, esta é mais uma distro a alinhar com a mesma base gráfica que já se viu em lançamentos como o MocaccinoOS 26.10.
Do lado das ferramentas, há novidades relevantes para quem passa o dia a desenterrar vulnerabilidades em aplicações web e redes. Entra o dalfox, um scanner XSS open source focado em automação, o katana, um framework de crawling e spidering de nova geração, e o qsreplace, pensado para receber URLs via stdin e trocar todos os valores da query string por um valor definido pelo utilizador. Menos copy-paste manual, mais pipeline automatizado, que é onde o Kali tem de continuar a marcar a diferença.
A lista continua com rustscan, um port scanner moderno escrito em Rust, sdrangel, uma interface SDR baseada em Qt para vários dispositivos, e snaffler-ng, um scanner de partilhas SMB em busca de credenciais e dados sensíveis esquecidos onde não deviam estar. A Offensive Security aproveita ainda para dar uma limpeza visual ao sistema, com novos ícones para todas as apps e ferramentas pré-instaladas, para que se distingam mais depressa numa dock ou menu cheio.
O outro grande bloco da atualização é o Kali NetHunter, o lado móvel do Kali para dispositivos Android. Segundo o 9to5Linux, esta versão resolve incompatibilidades chatas entre versões modernas de systemd/udev e kernels antigos sem obrigar a manter patches pesados, e traz novos kernels para uma mão-cheia de smartphones: vários Google Pixel, o Huawei P9, o Moto G Stylus 5G 2022, o POCO X5 5G / Redmi Note 12 5G, o Sony Xperia 10 V e o Redmi Note 5 Pro entram oficialmente na lista.
O NetHunter ganha ainda suporte inicial para dispositivos sem ramdisk, modo de avião para o Bluetooth Arsenal, suporte Nexmon em monitor mode com comandos personalizados, integração com KernelSU e até a capacidade de controlar relógios a partir do telemóvel via ADB sobre Wi-Fi ou Bluetooth. Há também suporte de wardriving para a série TicWatch Pro 3. A mensagem aqui é clara: quem leva o hacking portátil a sério continua a ter no Kali um dos kits mais completos, agora a acompanhar melhor o hardware recente.
Para quem quiser começar do zero, as imagens live e instaláveis do Kali Linux 2026.3 já estão disponíveis no site oficial em formatos para 64-bit, ARM, máquinas virtuais, cloud, WSL e plataformas móveis. O projeto centraliza tudo na página de download do Kali. Quem já estiver em Kali Linux 2026.2 não tem de sacar uma ISO nova, basta abrir o terminal e correr sudo apt update && sudo apt full-upgrade, como é habitual em Debian. A distro mantém-se fiel ao modelo rolling-release, e se há contexto em que adiar updates indefinidamente é má ideia, é num sistema dedicado a segurança.
Fonte: 9to5Linux
Comentários · 0