Como corrigir apps mal dimensionadas no Samsung Galaxy Z Fold 8
Algumas aplicações continuam a ignorar o ecrã 4:3 do Fold 8. Há truques escondidos no One UI que ajudam a domar o caos.
Algumas aplicações continuam a ignorar o ecrã 4:3 do Fold 8. Há truques escondidos no One UI que ajudam a domar o caos.
O Galaxy Z Fold 8 resolve muitos dos compromissos dos dobráveis anteriores, mas há um velho problema que resiste: aplicações que continuam a comportar-se como se estivessem num telemóvel normal. Bordas gigantes, vídeos apertados num canto, interfaces esticadas. O hardware já chegou a 2026, o software nem sempre.
Como explica o Engadget, a origem está na forma como cada app lida com a mudança de proporção quando passas do ecrã exterior para o painel interno 4:3. A funcionalidade App Continuity da Samsung faz a transição entre ecrãs sem interromper o que estás a fazer, mas não consegue obrigar uma aplicação mal pensada a redimensionar-se com elegância. A boa notícia é que o One UI esconde controlos finos para mandares em cada app, mesmo quando os programadores ainda vivem presos ao formato 16:9.
Se já andaste a afinar definições depois de ler o nosso teste longo ao Galaxy Z Fold 8, vale a pena ir mais fundo. Com o telefone aberto, entra em Definições, depois ecrã, e procura a opção de proporção das aplicações (em algumas variantes do One UI podes ter de ir a Definições, Apps). A partir daí escolhes a aplicação problemática e defines como queres que apareça no painel interno: ecrã completo, 4:3 ou 16:9. O sistema avisa que apps em segundo plano podem ter de reiniciar quando mudas a proporção, por isso não estranhes se algo fechar e reabrir. O perfil que definires passa a ser o comportamento padrão daquela app.
Há um atalho mais rápido que nem todos conhecem. Em vez de ires às Definições, faz um toque prolongado no ícone da app, depois carrega no pequeno botão de informação no canto. Dentro desse ecrã encontras a opção de proporção da aplicação e podes voltar a escolher entre ecrã completo, 4:3 ou 16:9. É menos romântico que esperar que os developers acordem para a realidade dos dobráveis, mas é eficaz: mandas tu, não a preguiça de quem desenhou a interface para um único tamanho.
Mesmo com estes ajustes, o Engadget nota que há apps que continuam a alinhar mal elementos ou a cortar partes do conteúdo se nunca foram optimizadas para este tipo de ecrã. A ironia é que o próprio painel 4:3 do Fold 8 foi elogiado na análise do site precisamente por reduzir as barras pretas em conteúdo widescreen face aos modelos anteriores. O hardware está mais equilibrado, a proporção agrada, mas continuas dependente do cuidado de cada app. Até lá, estes menus semi-escondidos do One UI funcionam como roda de salvamento.
A sensação final é conhecida em quem usa dobráveis desde o início: o formato já provou o seu valor, mas o Android e parte do universo de apps ainda tratam o ecrã extra como um capricho. Enquanto a Samsung e o resto do ecossistema Android não conseguirem impor regras mais duras a quem lança apps, quem compra um Fold 8 tem de viver neste meio-termo, a meio caminho entre o futuro e um menu de proporções enterrado nas definições.
Fonte: Engadget
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