Nove ajustes de privacidade no iPhone que devias ativar hoje
O iPhone vem com várias opções de privacidade ligadas a meio gás. Ajustar meia dúzia de definições tira dados das mãos da Apple, de apps curiosas e de anunciantes.
O iPhone vem com várias opções de privacidade ligadas a meio gás. Ajustar meia dúzia de definições tira dados das mãos da Apple, de apps curiosas e de anunciantes.
O iPhone tem boa imprensa na privacidade, mas isso não significa que as definições de origem joguem todas a teu favor. Algumas favorecem a conveniência e a estatística da Apple, outras tornam a vida demasiado fácil a anunciantes e apps que pedem mais do que precisam. O guia do MakeUseOf passa em revista nove pontos que vale a pena rever, e a maioria resolve-se em minutos.
O primeiro alvo são as estatísticas que envias à Apple. Em Definições > Privacidade e Segurança > Análises e Melhorias, o site recomenda desligar Partilhar análises do iPhone, Melhorar a Siri e o Ditado e Partilhar análises do iCloud. Na prática, ficas a enviar menos dados de uso e voz para a Apple sem perder funcionalidades. É a diferença entre ajudar a afinar o produto e dar um retrato muito detalhado de como usas o telefone.
Nos emails, o problema são os pixels de tracking que marcam quando abres uma mensagem e a partir de que IP. A solução passa pela Proteção de Privacidade do Mail. Em Definições > Apps > Mail > Proteção de Privacidade, ativa Proteger Atividade no Mail. O iOS passa a carregar o conteúdo através de servidores da Apple, esconde o teu IP e torna as estatísticas de marketing bem menos fiáveis. Continua a haver risco se carregares em links estranhos, claro. A técnica não substitui o bom senso.
Outro clássico: pré-visualizações de notificações no ecrã bloqueado. Mensagens, códigos de autenticação, emails do trabalho, tudo ali à vista de quem apanhar o telefone. Em Definições > Notificações > Mostrar Pré-visualizações, a opção sensata é Quando Desbloqueado. Reduz o risco de alguém ler conteúdos sensíveis sem sequer tocar no Face ID. O mesmo raciocínio aplica-se a aplicações de messaging e bancos, onde vale a pena ser ainda mais restritivo. Para quem já afinou as notificações de chamadas de spam seguindo o nosso guia sobre como calar chamadas de spam no iPhone, esta é a evolução natural.
O MakeUseOf lembra ainda o óbvio que muita gente ignora: atualizações automáticas. Em Definições > Geral > Atualização de Software > Atualizações automáticas, convém ter ligado o download e a instalação de updates. Não é só por causa de funções novas, é por causa dos patches de segurança. A seguir, em Definições > Privacidade e Segurança > Publicidade da Apple, desliga o Anúncios personalizados. Não elimina anúncios, mas reduz a forma como a Apple cruza a tua atividade em serviços como a App Store, Apple News ou Bolsa.
Onde a conversa sobe de nível é no iCloud. A recomendação é ativar a Proteção de Dados Avançada, que expande a encriptação ponta a ponta a mais categorias de dados, para que nem a Apple lhes consiga aceder. A própria Apple explica nesta funcionalidade como passa a proteger quase tudo o que está no iCloud, dos backups às notas, e não apenas mensagens. Em paralelo, vale a pena rever as definições de ID Apple > Palavra-passe e Segurança e garantir que a autenticação de dois fatores está ativa, de preferência com números de telefone de recuperação atualizados e sem surpresas.
Por fim, o artigo aponta para o Safari e para as permissões de apps. Em Definições > Safari, opções como Impedir monitorização entre sites, bloquear cookies de terceiros e trocar o motor de busca por algo mais discreto ajudam a cortar no tracking de publicidade. A página também sugere considerar um motor de busca mais focado na privacidade. Nas permissões, em Definições > Privacidade e Segurança, faz sentido limpar acesso ao local, microfone, câmara e Fotos para apps que já não justificam esse acesso. O iOS até oferece relatórios de atividade recente, mas a triagem continua a depender de disciplina tua.
No conjunto, estas nove alavancas não transformam o iPhone num bunker impenetrável, mas tiram muitos dados de circulação gratuita. O recado implícito é simples: o marketing da Apple sobre privacidade está acima da média, mas quem não mexe nas definições continua a jogar pelas regras de alguém que vive da utilização intensiva desses mesmos dados.
Fonte: MakeUseOf
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