DISTROS

Linux Mint 27 chega no Natal e muda o ciclo de versões

A próxima grande versão do Mint chama-se Adrien, salta numeração, abandona os lançamentos intermédios e alinha-se com o Ubuntu 26.04 LTS. Para quem vive do PC de secretária, isto mexe com a rotina de atualizações.

Linux Mint 27 chega no Natal e muda o ciclo de versões
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O Linux Mint decidiu baralhar a contagem e voltar a dar. Segundo o 9to5Linux, a próxima versão de longo prazo vai chamar-se Linux Mint 27 Adrien, fica marcada para o Natal de 2026 e assenta no Ubuntu 26.04 LTS. Nada de Mint 23, nada de números arrumadinhos, e sobretudo nada de versões ponto a partir daqui.

O projeto explicou no blogue oficial que a série anterior, que termina em Linux Mint 22.3 Zena, fechou o ciclo de codenames femininos até ao Z. A partir do Mint 27 recomeça-se no A, agora com nomes masculinos, começando por Adrien. Mais relevante do que a cosmética é a mudança de ritmo: os chamados point releases acabam, por isso depois do 27 virão 28, 29 e por aí fora, cada um como lançamento “grande”. Para quem está habituado a instalar 21.1, 21.2 e 21.3 como se fossem service packs, isto altera a forma como o Mint é planeado e recomendado.

Do lado da base técnica, o Mint 27 herda o Ubuntu 26.04 LTS como fundação, com tudo o que isso traz em termos de pacotes e suporte. Nas contas do 9to5Linux, o sistema deverá chegar com Linux 7.0 por omissão, embora seja expectável que surjam kernels mais recentes via ferramentas de gestão incluídas. As edições habituais mantêm-se: Cinnamon, Xfce e MATE continuam como sabores oficiais, o que também diz muito sobre o posicionamento do Mint, que prefere estabilidade e familiaridade a correr atrás de modas de ambiente gráfico.

Em funcionalidades, não é um refresh tímido. O anúncio no blogue do projeto lista novas apps como o leitor de EPUB Xepub, o calendário Clockenstein e o gestor de alarmes Clocks, além de um Thingy (Library) redesenhado e de uma ferramenta de Administração de Sistema revista, com gestão de kernel integrada. Há também trabalho de compatibilidade com Wayland para o Cinnamon, sinal de que o Mint não quer ficar para trás na transição que o resto do mundo Linux já vai fazendo, embora aqui a prudência costume mandar mais do que o entusiasmo.

Clement Lefebvre, líder do projeto, diz no texto oficial que em mais de 20 anos de Mint nunca viu tantas mudanças em simultâneo para uma única versão, e admite que isso o entusiasma e assusta ao mesmo tempo, sobretudo pela carga de trabalho na fase beta. Traduzido: quem usa o Mint como “distro que não chateia” pode ter um ciclo de testes mais mexido do que o habitual nos próximos meses. Para quem compara distros para fugir do Windows, como se tem visto em análises a Mint, Zorin ou Ubuntu, este 27 promete baralhar outra vez a tabela de recomendações.

O calendário aponta então para Natal de 2026, com uma beta pública nas próximas semanas. Entre abandonar versões ponto, alinhar com o Ubuntu 26.04 LTS e meter Wayland mais a sério, o Mint 27 Adrien não é apenas mais um tema de wallpaper. É um daqueles lançamentos em que se percebe se o projeto continua a ser a escolha segura para PCs do dia a dia, ou se é altura de alguns utilizadores começarem a olhar para alternativas como o próprio Ubuntu ou o Zorin com outros olhos.

Fonte: 9to5Linux

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