Novo Kindle em alumínio promete mais velocidade e menos plástico
A Amazon deu finalmente ao Kindle um corpo em alumínio, um processador mais rápido e ecrã nivelado com a moldura. A virada é clara, mas os preços sobem em toda a linha.
A Amazon deu finalmente ao Kindle um corpo em alumínio, um processador mais rápido e ecrã nivelado com a moldura. A virada é clara, mas os preços sobem em toda a linha.
A Amazon decidiu que já chega de plástico nos seus e-readers mais populares. A família Kindle recebeu hoje uma atualização ampla, com destaque para uma nova versão em alumínio e para um salto de desempenho que tenta responder à vaga de leitores compactos que tem agitado o mercado, como o Boox Picco e outros rivais de bolso.
Segundo o Android Police, o Kindle básico, o Kindle Paperwhite e o Kindle Colorsoft passam a ter variantes com chassis em alumínio. É a primeira vez que a marca abandona o plástico como material dominante no Kindle e aproxima estes leitores de um acabamento mais próximo de um tablet premium. Não é só estética: o novo modelo de entrada ganha também um processador que, nas contas da Amazon, abre livros 30% mais depressa. Quem já sofreu com a lentidão do último Kindle sabe que isto é menos detalhe de marketing e mais requisito mínimo para 2026.
O Kindle básico recebe ainda um ecrã nivelado com a moldura, algo que a concorrência já tratava como dado adquirido. Até aqui, havia um desnível entre o vidro e a estrutura que complicava toques junto às margens. Agora o painel fica ao nível do chassis, o que ajuda a leitura táctil e aproxima o design do que encontramos em tablets e em outros e-readers recentes. O modelo mantém duas versões: uma mais barata com publicidade e outra sem anúncios, mas o preço de entrada salta nos EUA para $150 com ads, cerca de ~140€, e $170 sem ads, perto de ~155€, sem preço europeu confirmado.
A versão em alumínio do Kindle fica mais cara, custa $190 (cerca de ~175€) mas vem sem qualquer publicidade e com encaixe magnético para capas, além de novas cores com nomes pouco discretos como Alpine Sky e Seaglass Green. É aqui que se sente o novo posicionamento da Amazon: menos leitor barato de plástico, mais gadget que pode viver ao lado de um iPad na mochila. A questão é simples, mesmo que a Amazon não a coloque assim: quem quiser o toque “premium” vai pagar por isso.
O Paperwhite e o Colorsoft também não ficam de fora, embora com a habitual segmentação agressiva. O Paperwhite ganha igualmente ecrã nivelado, continua resistente à água e volta a ter versão Signature, com luz frontal adaptativa e 32 GB de armazenamento. Só essa versão Signature recebe o corpo em alumínio. O Colorsoft, o mais caro dos pequenos e-readers da casa, recebe um painel potencialmente melhor e mantém o foco na cor, mas obriga novamente a subir à edição Signature para ter alumínio, luz que se ajusta automaticamente e um gesto de duplo toque para virar páginas, algo que muitos leitores pediam há anos. Em troca, os preços disparam: $200 a $220 para o Paperwhite normal, $250 para o Paperwhite Signature em alumínio, $290 para o Colorsoft e $320 para o Colorsoft Signature.
Esta revisão chega num contexto em que o próprio mercado empurra a Amazon. Entre leitores compactos que cabem no bolso da camisa, como o Boox Picco, e uma inflação alimentada pela corrida à IA, o Kindle já não podia ficar eternamente com hardware morno e plásticos baratos. A marca responde com alumínio, mais velocidade e acessórios como um page turner físico há muito pedido, mas também com uma escalada de preços que afasta o Kindle de “objecto simples de leitura” e aproxima o aparelho de mais um gadget caro. O avanço é bem-vindo, o problema é que a leitura digital está a ficar com preço de luxo.
Fonte: Android Police
Comentários · 0