WEARABLES

5 smartwatches a ponderar antes de olhares para o Moto Watch Ultra

A Motorola estreou o Moto Watch Ultra com Wear OS 6 e LTE, mas o pacote vem com concessões difíceis de engolir. Se queres um relógio sério para treino e dia-a-dia, estas são as alternativas mais interessantes.

5 smartwatches a ponderar antes de olhares para o Moto Watch Ultra
Ilustração digital | Pixel Magazine

O Moto Watch Ultra chega com conversa de relógio “ultra”: LTE eSIM, Wear OS 6, ecrã pOLED de 1,5 polegadas e algoritmos de saúde da Polar. No papel parece um achado a cerca de 350$ (~320€). Depois olhamos melhor e percebemos onde é que a Motorola poupou: processador antigo e só duas grandes atualizações de sistema prometidas. Em 2026 isto é curto para um gadget que quer ficar no pulso vários anos.

O lado bom é que o mundo Wear OS já não é o deserto de há uns anos. Se levas a sério bateria, updates e robustez, o Samsung Galaxy Watch Ultra 2025 é um ponto de partida óbvio, sobretudo se já estás num Galaxy. O modelo deste ano é uma revisão do primeiro Ultra, com o dobro do armazenamento, 64GB, e uma nova cor. Tem também ecrã AMOLED de 1,5 polegadas, LTE, bateria maior e um corpo assumidamente musculado. A diferença está nos detalhes: vidro em safira, certificação MIL-STD-810H e uma política de quatro anos de atualizações. Ou seja, dura mais tempo em todos os sentidos.

Ainda por cima, o preço de rua já desceu bem abaixo dos 650$ de lançamento, anda na casa dos 330$ (~300€) em promoções. Fica na prática ao nível do Moto, mas com mais bateria, mais resistência e mais tempo de suporte. Não é por acaso que, quando comparamos a linha Ultra da Samsung com o Apple Watch correspondente, a discussão já é séria de ambos os lados, como se viu no nosso comparativo Apple Watch Ultra 4 vs Galaxy Watch Ultra 2.

Se preferes algo menos “tanque” e mais discreto, o Google Pixel Watch 4 continua a ser um dos relógios mais equilibrados no universo Android, um ano depois. É mais leve, mais fino, tem ecrã mais brilhante, chip mais rápido e dois tamanhos, com LTE opcional. Lá fora, o modelo de 41 mm já se encontra a rondar os 230$ (~210€), bem abaixo do lançamento, enquanto a versão maior com LTE continua mais cara. A Google garante três anos de atualizações, até outubro de 2028. Não é perfeito, mas é honesto, e para quem quer Wear OS “como a Google o pensou”, é aqui.

Do lado mais focado no desporto, nomes como o Garmin Venu 4 ou o Amazfit Balance 2 acabam por fazer mais sentido do que o Moto Watch Ultra se o teu objetivo são métricas fiáveis, autonomia de vários dias e menos distrações de notificações. São relógios que não tentam ser mini-smartphones no pulso, e isso nota-se na bateria e na consistência dos dados. A Motorola, ao tentar fazer tudo de uma vez sem um chip à altura nem política de updates à séria, fica perigosamente no meio: não tem a robustez e o suporte da Samsung, nem a afinação de fitness de quem anda nisto há anos.

Em resumo, o Moto Watch Ultra não é mau produto, é apenas difícil de recomendar quando o mercado já oferece relógios com melhor processador, mais anos de vida garantidos e, em muitos casos, preços iguais ou mais baixos. Em wearables, o barato com prazo curto de atualizações sai caro. E em 2026 já não há grande desculpa para comprar um relógio caro que nasce quase obsoleto em software.

Fonte: Android Authority

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