DietPi 10.7 aposta em contentores, ARMv8 e melhor rede
A distro minimalista para Raspberry Pi e companhia ganha contentores prontos a usar com rede, VMs ARMv8 e uma ferramenta de rede mais séria. Pequena atualização, impacto grande em homelabs.
A distro minimalista para Raspberry Pi e companhia ganha contentores prontos a usar com rede, VMs ARMv8 e uma ferramenta de rede mais séria. Pequena atualização, impacto grande em homelabs.
DietPi 10.7 já está disponível e continua a fazer aquilo em que é bom: tirar o máximo de hardware barato sem encher o sistema de lixo. A nova versão foca-se em três frentes claras: contentores, virtualização em ARMv8 e rede menos artesanal.
O destaque é o novo suporte oficial a contentores com stack de rede e servidor SSH pré-instalado. Em vez de andares a montar imagens à mão, tens agora contentores DietPi que já arrancam com rede funcional e acesso remoto. Para quem tem um Raspberry Pi ou um Orange Pi a servir de laboratório de serviços auto-hospedados, isto encurta muito o caminho entre “flashar imagem” e “ter coisa a correr”.
A equipa adicionou também suporte para máquinas virtuais ARMv8, o que abre a porta a setups mais limpos em hipervisores como Proxmox ou KVM em hardware ARM moderno. Junta-se ainda o suporte para as LubanCat 4, placas com SoC Rockchip RK3588S, sinal de que o projeto continua atento à vaga de SBCs mais potentes que fogem ao monopólio mental do Raspberry Pi. Para quem vive neste mundo de placas e consumo reduzido, ter uma imagem DietPi afinada para cada board evita muitas dores de cabeça com kernels exóticos.
Há uma novidade que interessa a qualquer pessoa minimamente séria na forma como configura a sua rede: o novo dietpi-network. Esta ferramenta permite gerir várias interfaces Ethernet e Wi-Fi sem recorrer a malabarismos em ficheiros de configuração. Ao mesmo tempo, os drivers para dispositivos USB DVB foram reintroduzidos nos kernels para SBCs com chip Allwinner, e o antigo run_ntpd passou a chamar-se dietpi-timesync, alinhando a nomenclatura e tornando o sistema de sincronização horária menos obscuro para quem chega de fresco.
O resto da versão é aquele trabalho invisível que mantém o projeto respirável: correções específicas para vários single-board computers como Raspberry Pi, Orange Pi 5 e 3 LTS, e Radxa ROCK 3A, além de ajustes no DietPi-Banner para contar bans do Fail2Ban por sub-redes em notação CIDR e não só IP a IP. Na parte de software, o instalador DietPi-Software foi afinado para lidar melhor com aplicações como Ampache, WiringPi, Roon Bridge, Immich e o próprio Chromium, menos fricção para quem usa a distro como base de media server, domótica ou fototeca caseira.
DietPi continua baseado em Debian e a jogar no campeonato das distros super-leves para SBCs, PCs antigos e VMs, num espaço onde alternativas mais pesadas gastam RAM e armazenamento sem dar muito em troca. A versão 10.7 já pode ser descarregada do site oficial para as placas suportadas. Quem já está em DietPi só precisa de atualizar. Não há grande fogo de artifício, mas há algo mais importante: menos bricolage, mais sistemas pequenos que simplesmente fazem o trabalho.
Fonte: 9to5Linux
Comentários · 0