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Orange Pi Zero 4: mini placa com A733, Wi-Fi 6 e PCIe Gen3

A nova Orange Pi Zero 4 encolhe um SoC Allwinner A733, NPU de 3 TOPS e Wi-Fi 6 para um PCB de 55×50 mm. Chega para ser alternativa real ao Raspberry Pi, também em Portugal.

Orange Pi Zero 4: mini placa com A733, Wi-Fi 6 e PCIe Gen3

A Orange Pi voltou à carga com mais uma placa minúscula mas ambiciosa. A nova Orange Pi Zero 4 mete um SoC Allwinner A733, NPU de 3 TOPS e Wi-Fi 6 num quadrado de 55 × 50 mm. Em vez de tentar copiar à risca o formato Raspberry Pi, a marca está a apostar num perfil claramente virado para projectos embebidos, routers caseiros mais sérios e pequenos appliances de multimédia.

No centro da placa está o Allwinner A733: dois núcleos Arm Cortex-A76 até 2,0 GHz, mais seis Cortex-A55 até 1,79 GHz, acompanhados por um núcleo RISC-V E902 para tarefas em tempo real. A isto junta-se uma GPU da Imagination Technologies e descodificação de vídeo até 8K a 24 fotogramas por segundo. Não é uma máquina de gaming, mas para centro multimédia 4K, signage ou um pequeno servidor doméstico chega e sobra, especialmente face a muitas boards ARM ainda presas a Cortex-A53.

A conectividade de vídeo também foge ao básico. Há uma saída Mini HDMI 2.0 até 4K a 60 Hz e DisplayPort Alt Mode via USB-C, igualmente até 4K a 60 Hz, permitindo dois ecrãs independentes. De um lado da moeda tens um SBC que continua compacto, do outro tens opções que até alguns mini PCs x86 baratos não oferecem. Para visão computacional, há ainda duas fichas MIPI CSI de quatro lanes para câmaras, que encaixam bem em projectos de IA na borda, especialmente quando se cruza isto com a NPU integrada.

Na rede, a Zero 4 chega com Ethernet Gigabit, Wi-Fi 6 dual-band e Bluetooth 5.4. Ou seja, tanto pode viver colada ao router como escondida atrás da televisão, em Wi-Fi, a servir conteúdos. O detalhe mais interessante, contudo, é o PCIe Gen3 x1 exposto através de um conector FPC de 16 pinos. Não é o slot x16 de um desktop, mas abre a porta a SSDs NVMe ou interfaces de alta velocidade, coisa que muitas boards concorrentes nem sequer tentam. A expansão completa-se com um cabeçalho GPIO de 26 pinos, um conector funcional de 13 pinos, fan header e LEDs on-board.

Em armazenamento, a Orange Pi mistura o clássico e o moderno: slot microSD, suporte para eMMC e ainda UFS 3.0, que se aproxima mais de um SSD do que de um cartão vagaroso. A RAM vai de 1 GB até 8 GB, em várias variantes, o que permite ir de simples gateway IoT a pequeno servidor Linux com containers. Não é difícil imaginar alguém a correr um micro-servidor doméstico na Zero 4 enquanto tem, ao lado, um Raspberry Pi antigo dedicado a brincar com AROS e nostalgias Amiga.

A marca promete imagens de Orange Pi OS e Android, mas no momento do anúncio ainda não estavam disponíveis para download. Aqui está o calcanhar de Aquiles habitual deste tipo de placas: o hardware chega rápido, o software e a comunidade demoram mais a consolidar. Mesmo assim, a combinação de A733, Wi-Fi 6 e PCIe numa board deste tamanho mostra que a fase dos clones baratos do Pi já passou. Agora começa a fase em que cada fabricante tenta puxar o formato para o seu lado, e a Orange Pi Zero 4 parece bastante clara sobre o dela.

Fonte: Open Source For You

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