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Acer Predator Helios 10 Neo troca CPU mas mantém RTX 5070 a 240 Hz

Novo portátil gaming da Acer chega primeiro à China com RTX 5070, ecrã 16 polegadas a 240 Hz e Thunderbolt 4. O corte está no CPU, não na placa gráfica.

Acer Predator Helios 10 Neo troca CPU mas mantém RTX 5070 a 240 Hz

Acer tem novo portátil gaming na família Predator Helios 10 Neo e a jogada é clara: baixar o patamar do processador, segurar tudo o resto. O modelo agora listado na China troca o CPU topo de gama por um Intel Core Ultra 7 255HX, mas mantém a Nvidia GeForce RTX 5070 para portáteis, o ecrã de 16 polegadas a 240 Hz e a mesma solução de arrefecimento agressiva.

Na prática, isto quer dizer que em jogos a diferença deve ser pouca. A GPU é a mesma, a resolução também: 2.560 × 1.600 pixels, formato 16:10, 240 Hz, 3 ms de resposta, 100% DCI-P3, com G-SYNC e regulação DC. O gargalo continua longe em títulos onde a carga está principalmente na gráfica. Onde o downgrade pode pesar é em workloads mais pesados de CPU, onde o Core Ultra 9 dos modelos superiores brilha melhor em renders, compilação e afins.

O resto da ficha técnica está alinhado com o que se espera de um portátil gaming de 2026 nesta gama. Sai de fábrica com 16 GB de RAM DDR5-6400 e um SSD PCIe 4.0 de 1 TB, mas há dois slots SO-DIMM e dois slots M.2 para upgrades a sério, algo cada vez menos garantido em máquinas mais finas e bonitas que depois são praticamente seladas. Aqui a Acer assume o lado “caixa de ferramentas”: pesado, mas abrível.

O chassis mantém o pacote térmico musculado: duas ventoinhas, cinco heatpipes, metal líquido e quatro saídas de ar. Há também o software PredatorSense, que controla perfis e o comutador MUX para alternar entre gráfica integrada, modo híbrido e dedicada. Nada radicalmente novo, mas útil para quem vive entre a secretária e a tomada. O teclado segue a cartilha gaming, com iluminação RGB em quatro zonas, curso de 2 mm e setas aumentadas. Ligações sem fios a cargo de Wi-Fi 6E e som com DTS:X Ultra e redução de ruído por IA em chamadas.

Na conectividade física, o Helios 10 Neo não poupa portas. Traz Thunderbolt 4, HDMI 2.1, uma USB-C adicional, três USB 3.2 Type-A, Ethernet 2,5 GbE, leitor de cartões microSD, jack de 3,5 mm e porta dedicada de carregamento. É praticamente um hub de secretária com GPU séria lá dentro, o que o coloca num registo bem diferente de máquinas mais leves como o Lenovo Googlebook 15 centrado em Android, onde o foco é mobilidade e cloud, não tanto FPS estável a 1440p.

Por enquanto há um travão óbvio para quem lê em Portugal: o portátil só está à venda na China, por 16.999 yuan, cerca de 2.500$ ou ~2.300€. Não há qualquer indicação de preço ou data para a Europa. A confirmar-se uma chegada cá com valores próximos, vai bater de frente com máquinas RTX 5070 de MSI e Lenovo que oferecem CPUs comparáveis e, em alguns casos, ecrãs OLED, por menos algumas centenas de euros. A Acer está a vender sobretudo o pacote Predator e o selo “Helios”, não um negócio particularmente doce. Quem não faz questão do branding talvez encontre melhor rácio FPS/€ noutro lado.

Fonte: Notebook Check

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