Lenovo Googlebook 15: Android volta ao portátil em força
Imagens oficiais mostram o primeiro Googlebook a sério, com tecla Gemini dedicada e Android de secretária. Se resultar, os Chromebooks passam a plano B.
Imagens oficiais mostram o primeiro Googlebook a sério, com tecla Gemini dedicada e Android de secretária. Se resultar, os Chromebooks passam a plano B.
O Lenovo Googlebook 15 ainda nem é oficial e já se passeia em renders de imprensa. A fuga veio do site Digital Citizen e mostra o que parece ser o primeiro portátil da nova vaga Googlebook, portátil Android pensado desde raiz para secretária e não apenas um tablet com teclado.
O detalhe mais curioso nem é o hardware, é o logótipo: na zona de apoio dos pulsos lê-se “Googlebook” em grande, em vez da linha clássica da Lenovo. Isto cheira a programa controlado a partir de Mountain View, ao estilo Chromebook, mas com outra ambição. O teclado troca a tecla Windows por uma tecla Gemini com um “G” estilizado, há um atalho dedicado tipo launcher no Caps Lock, e a linha de funções estica-se até F14 com atalhos do sistema e acessibilidade. Para um chassis de 15 polegadas, a ausência de teclado numérico vai dividir opiniões em escolas e escritórios.
Em termos físicos, o Lenovo parece ter feito o trabalho de casa. O ecrã de 15 polegadas tem margens finas e uma notch no topo que aloja câmara com obturador físico de privacidade, algo que continua a faltar em muitos portáteis Windows de 1.000€. Nas laterais há HDMI em tamanho normal, duas portas USB-C, uma USB-A, leitor de cartões SD e jack de 3,5 mm. Em cima do teclado, grelhas de som com branding Dolby Atmos, mais recortes laterais, sugerem que o áudio não foi apenas um pensamento de última hora. A parte de baixo mostra metal texturado com ranhuras, mais industrial do que fashion, mas prático para ventilação.
O software é onde a coisa fica realmente interessante. Os renders mostram o chamado “Aluminium OS”, uma versão de Android pensada para secretária. Em cima, uma barra de estado típica de telemóvel com hora, bateria, Wi-Fi e indicadores de Gemini. Em baixo, uma barra de tarefas com os suspeitos do costume da Google, mais Canva e, surpresa, Adobe Premiere Pro. Isto é um recado direto à imagem de “máquina de cloud baratinha” que colou aos Chromebooks, mesmo quando o hardware já permitia muito mais. Se a Google conseguiu convencer a Adobe a portar o Premiere de forma séria para este ambiente, estamos a falar de outro campeonato face a um simples portátil de 300€ para Chrome e Docs. Para quem acompanha a forma como Android tem sido empurrado para PCs, depois de anos a instalar APKs à força em Chromebooks, isto pode ser o primeiro ensaio realmente coerente.
Faltam, no entanto, quase todos os detalhes que importam: processador, GPU, RAM, armazenamento, autonomia. Nada disso aparece na fuga. Sabemos apenas que este Lenovo Googlebook 15 deverá ser apresentado na IFA, em setembro, e que fará parte de uma primeira vaga de Googlebooks com máquinas de Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. Se os preços forem agressivos na Europa, pode ser uma alternativa curiosa a portáteis Windows de entrada e a tablets com teclado. Se a Google exagerar no preço e o Aluminium OS acabar a meio caminho entre Android e ChromeOS, volta a ser mais uma experiência de laboratório de curta duração.
Entre o teclado com tecla Gemini, a marca Googlebook estampada no chassis e o foco em aplicações de produtividade sérias, a mensagem é clara: a Google quer um portátil que seja Android de fio a pavio. Agora falta provar que isto não é só mais uma categoria para catálogo, como tantos híbridos que já vimos passar por aqui, do ChromeOS às tentativas de Android em portáteis, e que finalmente há um plano para pôr o software à altura do hardware que fabricantes como a Lenovo já sabem construir.
Fonte: Android Authority
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