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Super Mario Sunshine chega à Switch 2 via Nintendo Switch Online

O Mario tropical da GameCube entra no catálogo clássico da Switch 2 em agosto, reacendendo o velho debate: port com retoques ou remake a sério.

Super Mario Sunshine chega à Switch 2 via Nintendo Switch Online

A Nintendo marcou férias obrigatórias em Isle Delfino: Super Mario Sunshine chega à Switch 2 no dia 13 de agosto, incluído no catálogo GameCube do serviço Nintendo Switch Online + Expansion Pack. Não é um remake, não é uma nova colecção física, é mais um tijolo na estratégia da Nintendo de pendurar o passado na cloud paga.

O jogo da GameCube continua a ser o patinho feio dos Mario 3D. Menos caixotes e mais canos, mais água e menos precisão de plataformas. Na altura, trocar as arenas abertas e limpas por puzzles ambientais e uma mangueira faladora chamada FLUDD soou estranho. Hoje vêem-se ali as sementes de Super Mario Odyssey, de Splatoon e até de algumas ideias mais irritantes de Super Mario Bros. Wonder. A história não foi simpática com o jogo, mas também nunca o conseguiu enterrar completamente.

O detalhe importante para quem está em Portugal é que esta biblioteca GameCube continua exclusiva da Switch 2. Nada de GameCube clássico na velha Switch. E, apesar do anúncio não mostrar jogabilidade, os outros jogos deste catálogo têm recebido resoluções superiores e pequenos ajustes. Seria bizarro Sunshine chegar sem esse polimento, tanto mais que já existe uma versão remasterizada dentro da colecção Super Mario 3D All-Stars, retirada das lojas pela própria Nintendo numa daquelas decisões artificiais de escassez que a empresa adora.

Na prática, isto significa duas coisas. Primeiro, se queres jogar o Mario tropical de forma legal em hardware moderno, a Nintendo empurra-te cada vez mais para a subscrição. Segundo, a probabilidade de vermos um remake profundo reduz-se a curto prazo, porque a Nintendo está claramente a posicionar estes clássicos GameCube como argumento para justificar o preço do Expansion Pack. E, convenhamos, a empresa já mostrou várias vezes que não tem pudor em cobrar duas ou três vezes pelo mesmo jogo em formatos diferentes.

Para já, Sunshine passa a ser o décimo jogo GameCube no serviço, ao lado de clássicos como The Legend of Zelda: The Wind Waker e de um futuro Pokémon Colosseum ainda sem data. Em termos de preservação, é melhor isto do que nada. Em termos de relação com o jogador europeu que já comprou cartuchos, colecções limitadas e versões digitais, começa a saber a aluguer perpétuo do mesmo catálogo que já pagou.

Se cresces-te com uma GameCube ligada a uma televisão de tubo, provavelmente vais olhar para esta versão com curiosidade e algum cepticismo. Se nunca jogaste Sunshine, vais encontrá-lo preso entre as mecânicas experimentais do início dos anos 2000 e a política moderna de subscrições da Nintendo. Um lembra-te porque o jogo merece ser revisitado. O outro lembra-te porque é cada vez mais difícil ser coleccionador no universo Switch.

Fonte: Kotaku

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