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PeaZip 11.2 ganha suporte a ZIM e reforça segurança nos arquivos

Gestor de arquivos open-source traz suporte a ZIM, melhorias de usabilidade e um reforço discreto mas importante na segurança. Pequena atualização, impacto real para quem vive de ficheiros.

PeaZip 11.2 ganha suporte a ZIM e reforça segurança nos arquivos

Se passas a vida a espremer ficheiros em Linux, o PeaZip 11.2 é daquelas atualizações silenciosas que convém não ignorar. A nova versão do gestor de arquivos open-source e multi-plataforma traz suporte de leitura para arquivos ZIM e uma série de polimentos que atacam precisamente onde estas ferramentas costumam falhar: detalhes de uso diário e segurança.

O destaque óbvio é o suporte a Zeno IMproved (.ZIM), o formato usado para dumps offline da Wikipédia e do Project Gutenberg. Para quem gosta de levar enciclopédias no bolso ou manter coleções de livros em modo desligado da rede, poder abrir estes arquivos diretamente no PeaZip sem recorrer a ferramentas esotéricas é uma boa notícia. Não é uma função de massa, mas é o tipo de coisa que torna o PeaZip interessante para quem trata de backups e arquivos longos, o mesmo público que anda a estudar ferramentas como as que juntámos no nosso guia de backup em Linux.

Há também trabalho na parte menos glamorosa mas essencial: o gestor de ficheiros interno. A atualização melhora o auto-refresco da listagem e o arrastar e largar, tanto do sistema e de outras apps para o PeaZip como dentro da própria aplicação. Se já perdeste paciência com utilitários que parecem não notar que os ficheiros mudaram de sítio, sabes o valor de um simples “actualizar” que faz o que deve sem drama.

Outro pormenor interessante é a nova indicação no botão Output, a explicar que o PeaZip preserva o nome e a extensão originais quando se usa formatos de compressão pura, como Brotli, BZip2, GZip, XZ e Zstd. Isto ataca um clássico: ficheiros comprimidos que perdem a extensão e depois ninguém sabe com o que abrir. A extração também ganha um toque de transparência, com o menu de contexto a mostrar o nome do arquivo quando se está a extrair o conteúdo de um único ficheiro compactado.

Por baixo do capot, o PeaZip 11.2 melhora o tratamento de erros na criação de arquivos, afina atalhos de teclado para continuarem funcionais quando o menu principal está escondido e resolve inconsistências de ícones em pastas especiais e filtros de pesquisa. Pequeno detalhe, mas quando um programa vive de navegação por ícones, a coerência visual evita erros parvos. Sai ainda um irritante ” .part1″ típico de arquivos .rar multi-volume no nome da pasta de saída, o que elimina aquele lixo visual que ninguém quer na sua árvore de diretórios.

A parte mais séria está na atualização dos motores internos: o backend 7z/p7zip sobe para a versão 26.02 e o backend Pea vai para 1.32, com endurecimento contra ataques de temporização na verificação de etiquetas de integridade. Em bom português, o PeaZip fica um pouco menos vulnerável a quem tente inferir informação a partir dos tempos de resposta quando se verifica se os dados foram corrompidos. Não é a funcionalidade que vende o programa, mas é a que evita dores de cabeça mais tarde. A nova versão já está disponível no site oficial como binários prontos para GNU/Linux (com interfaces GTK2, GTK3 e Qt 6, além de pacotes DEB e RPM), BSD, macOS e Windows. Para quem vive entre arquivos comprimidos, é uma atualização de rotina que vale os poucos minutos de instalação.

Fonte: 9to5Linux

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