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Retroid Pocket Nova aposta num ecrã OLED 4:3 a 120 Hz

A Retroid tenta limpar a má fama do Pocket Mini com a Nova, uma consola portátil horizontal 4:3 com OLED.

Retroid Pocket Nova aposta num ecrã OLED 4:3 a 120 Hz

A Retroid decidiu voltar a falar para a malta dos emuladores com a Retroid Pocket Nova, uma nova consola portátil horizontal focada em jogos clássicos. O destaque não é tímido: ecrã AMOLED de 4,5 polegadas, formato 4:3 nativo, resolução de 1280 x 960 e taxa de atualização de 120 Hz. Em linguagem simples, isto é o tipo de painel que se quer para Mega Drive, SNES, PlayStation 1 e afins, sem barras estranhas nem truques de escala.

O design mostrado agora é bem mais concreto do que o primeiro teaser. A consola traz botões XYAB, um D-Pad tradicional e dois analógicos, aqui posicionados na parte inferior da frente. No Retroid Pocket 6, a marca deu a escolher entre sticks em cima ou em baixo, por isso fica a dúvida se a Nova vai repetir essa flexibilidade ou se esta disposição é final. Para quem joga muito 2D, a posição dos analógicos faz diferença real, não é detalhe de ficha técnica.

O problema é que, para já, a conversa é quase toda sobre o ecrã. A Retroid continua sem dizer qual o chipset que vai alimentar a Pocket Nova, nem RAM, nem armazenamento. Em 2026, lançar um handheld de emulação sem falar do SoC é um sinal claro de que a marca prefere gerir o hype do que discutir limites de performance. Quem já anda nestas máquinas sabe que o salto entre “corre bem até PS1” e “aguenta PSP/GameCube com dignidade” decide por completo se o investimento faz sentido.

Há também um contexto que a Retroid não pode simplesmente apagar com marketing de “Modern OLED”. A Pocket Nova é apresentada como a primeira portátil horizontal 4:3 da marca desde o desastre da Retroid Pocket Mini. Nesse modelo, a empresa vendeu a ilusão de um painel 4:3, mas o rácio era conseguido com mistura de truques de hardware e software, o que originou problemas de escala impossíveis de resolver. Só depois de muita pressão é que a marca avançou com alguns reembolsos, substituição de ecrãs e uma revisão V2 que, ao que tudo indica, já foi descontinuada.

Talvez por isso a Retroid esteja a sublinhar tanto que o 4:3 aqui é “a sério”, com resolução nativa alinhada com o rácio. Do lado cosmético, já se sabe mais do que do lado técnico: a Pocket Nova vai chegar em sete cores, da clássica Black a versões “nostalgia descarada” como 16 Bit, GC, Crystal, Watermelon, Clear Purple e Ice Blue. A Retroid conhece bem o público que cresceu com consolas dos anos 90 e 2000, e está a vender-lhe tanto memória como hardware.

Faltam preços, data concreta e, sobretudo, especificações internas. Para quem compra destas consolas a partir de Portugal, isto também significa ainda não haver garantias sobre portes, alfândega e disponibilidade em retalhistas europeus, pelo que o cenário provável continua a ser importar diretamente, com o risco habitual. A Pocket Nova parece ser o pedido de desculpas em forma de produto depois do Pocket Mini, mas até a Retroid mostrar o chip e o desempenho real, a lição é simples: não se compra um ecrã, compra-se um sistema inteiro.

Fonte: Time Extension

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