Quase todos os smartphones Android têm um menu escondido de opções de programador. Quase ninguém lá entra. Segundo o MakeUseOf, há pelo menos três definições nesse menu que podem fazer um telemóvel de 3 ou 4 anos parecer muito menos preguiçoso, sem instalar nada nem fazer root.
Primeiro é preciso abrir a porta secreta. No Android puro e na maioria das interfaces, o caminho é simples: em Definições, entra em “Sobre o telefone”, toca sete vezes seguidas em “Número da compilação” e insere o PIN se for pedido. Surge a mensagem a dizer que as Opções de programador foram ativadas, normalmente dentro do menu Sistema. A partir daqui, mexer é por tua conta e risco: há ajustes úteis e outros que só complicam.
O truque mais imediato passa pelas animações. O Android usa animações para quase tudo, das janelas que aparecem aos menus que deslizam. Em hardware mais fraco ou mais velho, estas transições começam a arrastar-se e dão a sensação de lag, mesmo que o processador ainda dê conta do recado. Nas contas do MakeUseOf, reduzir para 0,5x três parâmetros nas Opções de programador, Window animation scale, Transition animation scale e Animator duration scale, deixa o sistema visivelmente mais ágil sem matar completamente o efeito visual.
Também é possível desligar as animações por completo, definindo tudo para Off (0x). Aí a interface parece ainda mais rápida, porque tudo acontece quase instantaneamente. O problema é que, sem transições, o Android ganha um lado brusco e pouco natural, quase como usar um computador antigo em modo de alto contraste. Funciona, mas não é para toda a gente. O equilíbrio nos 0,5x costuma ser o ponto doce entre velocidade e sanidade visual.
O segundo ajuste mexe no ecrã. Muitos Android recentes suportam taxa de atualização variável, descendo para 60 Hz para poupar bateria e subindo quando é preciso fluidez. Na prática, e como escreve o MakeUseOf, esse vaivém pode causar micro-engasgos ao fazer scroll em apps como X ou Instagram. A opção de programador Force peak refresh rate força o painel a usar sempre a frequência máxima disponível. O resultado é um scroll muito mais manteigoso, à custa de algum tempo de ecrã. Se já andas a esticar a bateria até ao limite, é uma troca pior. Se costumas chegar ao fim do dia com folga, é provavelmente o tweak com maior impacto na sensação de fluidez.
Por fim, em equipamentos mais antigos com pouca RAM, pode fazer sentido limitar o número de processos em segundo plano nas Opções de programador. Em vez de permitir que o Android mantenha meia dúzia de apps congeladas na memória, restringir esses processos reduz o risco de engasgos quando se alterna entre aplicações. Em contrapartida, algumas apps vão reabrir de raiz com mais frequência. Entre isto e um telemóvel sempre aos solavancos, a escolha é óbvia para quem já está farto de glitches. E se o teu problema for menos desempenho e mais suspeita de software intruso, vale a pena cruzar estes ajustes com uma passagem pelo guia de como caçar e remover spyware do teu Android. No fim, estas três opções de programador não transformam um gama baixa num topo de gama, mas podem adiar seriamente a vontade de trocar de telemóvel só porque a interface começou a tropeçar.
Fonte: MakeUseOf
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