DISTROS

Fedora Linux 45 chega com GNOME 51, Plasma 6.8 e kernel 7.2

A nova versão estável da distro da Red Hat aposta em builds reproduzíveis, novo instalador web para Atomic e um salto grande nas toolchains. Já se pode descarregar em várias edições desktop.

Fedora Linux 45 chega com GNOME 51, Plasma 6.8 e kernel 7.2
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O Fedora Linux 45 já está disponível para descarregar como a nova versão estável da distro patrocinada pela Red Hat, ainda uma das referências para quem quer um sistema moderno, agressivo nas versões e perto do que a empresa testa para o mundo empresarial.

Seis meses depois do Fedora 44, esta versão chega com kernel Linux 7.2 e duas apostas claras no desktop: GNOME 51 como ambiente por defeito na edição Workstation e KDE Plasma 6.8 como base da variante Fedora KDE Plasma Desktop. Ou seja, duas das experiências gráficas mais recentes que se podem ter hoje em Linux, sem spins exóticos.

Segundo o 9to5Linux, os destaques técnicos do Fedora 45 passam por builds de pacotes totalmente reproduzíveis, kmscon como consola VT por defeito e verificação de assinaturas ativada por omissão no modo de verificação de pacotes RPM. Há ainda imagens de disco geradas via image-builder para desktops Fedora Atomic e um novo instalador com interface web em todas as ISO Atomic, um passo que aproxima o projeto de uma visão mais declaradamente imutável e remota.

No ecossistema Atomic, há também instalação remota baseada na web, systemd-oomd e zram swap passam a estar ativos por defeito no Fedora CoreOS, entra suporte EFI no GRUB para cenários de confidential computing, e ferramentas clássicas de gestão de contas como chpasswd e newusers ganham suporte PAM. O NetworkManager recebe finalmente suporte IPv6 mais avançado, o que não é exatamente opcional em 2026.

Há mudanças estruturais menos vistosas mas com impacto: toda a configuração de repositórios RPM em pacotes passa de /etc para /usr, os pacotes de ajuda do LibreOffice passam a vir em HTML e marcados como noarch, e o fornecedor de Secrets Service por defeito nos desktops Fedora deixa de ser o duo KWallet/GNOME Keyring para passar a ser oo7. Junta-se a isto a restrição de ptrace por defeito e a desativação de alterações de fornecedor em DNF5, um sinal claro de que o projeto quer mais controlo sobre de onde vêm os pacotes, mesmo que isso complique quem gosta de misturar repositórios à vontade.

Por baixo, a limpeza de versões é agressiva como seria de esperar de uma distro de ponta: GCC 16.2, GNU Binutils 2.47, GNU C Library 2.44, GDB 17.2, LLVM 23, Go 1.27, RPM 6.1, Perl 5.44, OpenSSL 4.0, Lua 5.5, Python 3.15, IBus 1.5.35, MySQL 9.7, MariaDB 12.3, Ruby on Rails 8.1, Podman 6, Erlang 27, Pandas 3, Fontconfig 2.18 e por aí fora. Para quem desenvolve ou testa software em Linux, esta cadência continua a ser o argumento mais forte do Fedora face a distribuições mais conservadoras como Debian ou Ubuntu LTS, ou mais focadas em segurança como o Kali Linux 2026.3.

O Fedora 45 pode ser descarregado já a partir dos mirrors oficiais do projeto Fedora em imagens live com vários ambientes gráficos, de GNOME e KDE Plasma a COSMIC, Xfce, LXQt, LXDE, Cinnamon, Budgie, MATE e outros sabores. Quem já estiver no Fedora 44 vai poder fazer o upgrade via dnf system-upgrade. Como sempre no Fedora, o preço por ter as versões mais frescas é um ciclo de atualizações mais exigente, mas para quem vive de novidades no desktop Linux é exatamente isso que se procura.

Fonte: 9to5Linux

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