Windows 11 finalmente deixa mexer na barra de tarefas outra vez
Cinco anos depois de a ter pregado ao fundo do ecrã, a Microsoft devolve ao Windows 11 a barra de tarefas móvel e com três tamanhos. Não é generosidade, é pressão acumulada.
Cinco anos depois de a ter pregado ao fundo do ecrã, a Microsoft devolve ao Windows 11 a barra de tarefas móvel e com três tamanhos. Não é generosidade, é pressão acumulada.
A barra de tarefas do Windows 11 era o símbolo perfeito do novo sistema: centrada, arrumada e teimosamente rígida. Desde o lançamento que a Microsoft tinha retirado a opção de a mover para o topo ou para os lados, algo básico em versões anteriores. Agora, cinco anos depois, lá cedeu.
Na nova build do Windows 11 em testes, a barra volta a ser flexível. Dá para a colocar em cima, à esquerda ou à direita do ecrã, e também para escolher entre três tamanhos: pequena, média ou grande. Como detalha o MakeUseOf, é a primeira vez desde o salto para o Windows 11 que estas opções aparecem nas definições normais, sem tweaks escondidos nem ferramentas de terceiros.
É um recuo com história. A decisão de bloquear a barra no fundo do ecrã gerou críticas constantes, inclusive de quem normalmente defende o Windows. Durante anos, a solução passou por aceitar a limitação, esconder a barra de tarefas por completo ou recorrer a utilitários como Windhawk para a dobrar à vontade. Quando um sistema operativo obriga o utilizador avançado a instalar mods só para voltar a fazer o que já fazia em 2015, a mensagem não é brilhante.
O movimento encaixa num padrão. Nas últimas grandes atualizações, o Windows 11 tem começado a devolver controlo em áreas onde a Microsoft tentou impor uma visão única, desde o menu Iniciar às definições de privacidade. A insistência inicial em decisões impopulares, seguida de recuos lentos e parciais, já tinha sido visível em pontos como a integração forçada de conta Microsoft e a forma como o sistema lida com aplicações predefinidas. A irritação acumulada é tão visível que até já a própria Microsoft andou a vender correções como novidade, enquanto outras continuam por resolver, como se viu na recente atualização de outubro que não corrigiu as falhas de VPN apontadas pelas operadoras.
Com a barra de tarefas, o problema era especialmente óbvio porque é um elemento que o utilizador vê o dia todo. Mudar de posição não é capricho estético, é ergonomia: há quem prefira a barra ao alto em monitores ultrapanorâmicos ou no topo para libertar espaço útil na vertical. Ao retirar essa escolha, a Microsoft empurrou muitos utilizadores a experimentar alternativas ou a questionar se valia mesmo a pena migrar do Windows 10. O facto de, ao fim destes anos, a empresa estar a restaurar opções clássicas aproxima o Windows 11 do sistema que devia ter sido logo de início.
Para já, as novidades da barra de tarefas estão numa build recente do Windows 11, ainda em fase de testes. Falta saber se chegam rapidamente à versão estável e se vêm sem truques escondidos, como limitações por tipo de conta ou edições do sistema. Depois de tantas idas e voltas, a lição para a Microsoft devia ser óbvia: controlo básico de interface não é brinde, é o mínimo num sistema que se quer profissional.
Fonte: MakeUseOf
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