O iPad Mini deixou de ser o iPad esquecido na linha. A Apple anunciou um novo modelo com ecrã OLED, resistência à água e um processador A20 mais recente, com lançamento marcado para 6 de novembro. As melhorias eram pedidas há anos, mas o preço de entrada sobe agora para $699, cerca de 640€, sem valor oficial em euros.
Segundo a CNET, o novo iPad Mini chega com um ecrã de 8,5 polegadas, ligeiramente maior do que as 8,3 polegadas da geração anterior, e passa finalmente para tecnologia OLED. É o tipo de painel que já se espera num tablet desta gama em 2026, sobretudo quando até dobráveis como o iPhone Duo começam a pisar o mesmo território de tamanho, embora a preços ainda mais agressivos.
Outra estreia que se fazia esperar é a resistência à água. O novo Mini é o primeiro iPad com certificação IP67, o que em teoria lhe permite sobreviver a quedas ocasionais na piscina, no mar ou até na banheira. Não o transforma num tablet de mergulho, mas aproxima-o do padrão de robustez que muitos telemóveis já oferecem há anos. Depois de pulseiras e relógios que já aguentam mergulhos, como vimos no Fitbit Air, era estranho o iPad continuar sem qualquer classificação.
Por dentro há também atualização: o processador passa para A20, substituindo o A17 da geração anterior. Continuam a faltar detalhes finos de desempenho, mas é uma subida esperada para manter o tablet alinhado com os iPhone mais recentes e com as exigências de gráficos em OLED. A Apple ajusta ainda a câmara frontal, que passa para o lado comprido do tablet, como nos outros iPad recentes, para que as videochamadas fiquem mais naturais em modo paisagem suportado numa capa sobre a mesa.
O problema é que tudo isto vem acompanhado de um salto claro na fatura. O novo iPad Mini começa em $699 com 128 GB de armazenamento. Há versões de 256 GB por $799 e 512 GB por $999. Nas contas diretas, é uma subida face ao modelo de há dois anos, que já não era propriamente barato. Por este valor, muita gente vai pensar duas vezes se não prefere dar o passo para um iPad maior, ou até para um portátil leve, em vez de investir num tablet pequeno que deixou de ser o “segundo ecrã simpático” e passou a ser um brinquedo caro.
Em termos de design, o Mini fica mais fino e leve, mas a Apple não mexe na fórmula básica de tablet compacto. A marca introduz ainda um sistema de som chamado Acoustic Display, que faz passar o áudio através do ecrã, uma abordagem que levanta curiosidade mas que só se percebe na prática se é truque de marketing ou se muda mesmo a forma como se consome vídeo e jogos no formato pequeno.
As pré-encomendas abrem a 28 de outubro, com vendas a arrancar a 6 de novembro. Por enquanto não há preço nem data específicos para a Europa. Para quem andava a adiar a compra de um novo Mini e não quer arriscar um dobrável com dúvidas de durabilidade, como os relatados nos primeiros iPhone Duo com ecrã rachado, este iPad finalmente ganha o ecrã e a resistência que faltavam. Mas o valor de entrada volta a lembrar que a palavra “Mini” nunca significou barato no vocabulário da Apple.
Fonte: CNET
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