GNOME 50.6 chega com correções para Nautilus, Shell e Mutter
A atualização de manutenção continua a dar suporte à série GNOME 50 “Tokyo” com uma mão-cheia de correções discretas mas úteis, sobretudo em Nautilus, GNOME Shell e Mutter.
A atualização de manutenção continua a dar suporte à série GNOME 50 “Tokyo” com uma mão-cheia de correções discretas mas úteis, sobretudo em Nautilus, GNOME Shell e Mutter.
A série GNOME 50 não morreu só porque o GNOME 51 “A Coruña” já anda a sair em várias distribuições. O projecto lançou agora o GNOME 50.6, a sexta atualização de manutenção do ciclo “Tokyo”, focada em corrigir comportamentos irritantes no dia a dia, especialmente em Nautilus, GNOME Shell e Mutter, como detalha o 9to5Linux.
Começando pela Shell, o GNOME 50.6 corrige o alinhamento das miniaturas de áreas de trabalho em línguas com escrita da direita para a esquerda (RTL), algo que quem usa árabe ou hebraico já andava a sentir na pele. Há também uma correção na aplicação de filtros de cor quando se usa escala de cinzentos total, além de um ajuste na notificação de montagem de discos externos, que agora é encerrada corretamente quando se desliga a drive. Outro bug chato tratado: um problema nos Quick Settings que estava a impedir o chamado direct scanout, importante para reduzir latência e consumo em alguns cenários gráficos.
O Nautilus, o gestor de ficheiros do GNOME, é outro foco central. Foi atualizado à versão 50.4 e ganha um indicador para ficheiros não graváveis, algo simples mas que evita surpresas quando se tenta editar coisas onde não se tem permissões. Há ainda correções para um leak na extensão de áudio/vídeo, um problema em que a janela de Propriedades às vezes abria demasiado pequena, e um conjunto de fugas de memória e erros que nem sequer geravam relatórios. Pequenas pancadas no código, mas que somadas fazem a diferença numa sessão longa.
No lado do Mutter, o gestor de janelas e compositor, a versão 50.6 traz um conjunto de correções que interessam sobretudo a quem anda com GNOME em telemóveis ou híbridos. Foi corrigido o auto-rotate em telefones sem comutador físico de modo tablet, há um ajuste para aplicar corretamente a opção de “workspaces-only-on-primary” depois de mudar monitores, e passa a existir suporte para usar a orientação lógica normal ao repor a rotação do painel. Nada de headline de conferência, mas são estes detalhes que tornam ou não o GNOME utilizável fora do portátil clássico.
A nível de acessibilidade, o leitor de ecrã Orca sobe à versão 50.3 com duas correções: uma falha do tipo traceback ao usar o “object navigator” para clicar num elemento, e dois problemas relacionados com a execução de unit tests nas versões adaptadas pelas distribuições. Juntam-se as tradicionais atualizações de traduções, incluindo uma GLib 2.88.4 com revisão do norueguês Nynorsk e alguns backports de correções. Para quem quer a lista exata de patches, o anúncio de lançamento oficial do GNOME 50.6 está disponível em Discourse do GNOME.
Enquanto isso, o GNOME 51 já começa a chegar como padrão em distribuições como o Ubuntu 26.10, que entra em beta com o novo ambiente e mais Rust no sistema, como já detalhámos no artigo sobre Ubuntu 26.10 com GNOME 51. Mas quem ficou em GNOME 50 continua oficialmente suportado até 13 de março de 2027, com estas atualizações de manutenção. A mensagem é clara: o projecto não está a abandonar quem não salta logo para a nova versão. Só convém lembrar que muitas distribuições vão empurrar o 51 assim que estiver estável, por isso estas correções podem nem chegar a grande parte dos utilizadores finais. Para quem corre GNOME 50 em long-term releases ou setups mais conservadores, vale a pena ficar atento aos repositórios e atualizar assim que o 50.6 aterrar.
Fonte: 9to5Linux
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